Gênio da bola. Não há outra definição para Garrincha. Só assim para explicar como Mané, tentando a mesma finta todas as vezes, fazia os seus marcadores serem iludidos fatalmente. Não à toa, considerado por muitos o maior driblador de todos os tempos. O eterno camisa 7 era um misto de malemolência e velocidade, que entortou até mesmo o improvável destino. Quando o viam pela primeira vez, poucos acreditavam que aquele homem de pernas tortas conseguisse jogar futebol. Depois de conhecê-lo, o difícil era crer que um ser humano pudesse fazer aquilo mesmo com uma bola. Garrincha fazia do impossível um de seus “Joões” mais famosos.

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Se ainda estivesse vivo, Mané completaria 81 anos de idade nesta terça. História de vida interrompida precocemente, na decadência que o vício do álcool o levou. Mas, independente do drama, Garrincha semeou felicidade ao longo de sua carreira. Lances fantásticos, causos deliciosos, uma simplicidade exemplar. Auge muito bem contado pelo documentário “Garrincha, a Alegria do Povo”, de 1962. Um verdadeiro clássico do cinema esportivo nacional.

Como homenagem a Garrincha, o filme completo para você assistir. Um trabalho sensacional, que mostra a vida simples do craque, seu impacto com a população e, é claro, muitas de suas jogadas. Imperdível, como um drible do Anjo de Pernas Tortas.

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