Franco Baresi é daqueles jogadores que fazem as pessoas se apaixonarem por futebol. O italiano não precisou marcar gols aos montes para ser sempre lembrado como um dos melhores de todos os tempos. Sua arte estava no desarme, na cobertura perfeita, na marcação implacável. Ao lado de Franz Beckenbauer, o modelo de defensor. Mas que vai muito além como exemplo, também pela excepcional carreira e pelos 20 anos como profissional do Milan. Erguer três taças da Champions e seis do Italiano, nos tempos áureos do campeonato, são as honras mínimas para o capitão dos esquadrões rossoneri de Arrigo Sacchi e Fabio Capello.

A sorte de Baresi em Copas do Mundo merecia ser maior. O craque até conquistou o título, em 1982, mas como uma mera promessa de22 anos no time de Enzo Bearzot. O protagonismo veio depois. E ficou no quase em seus dois principais Mundiais. Em 1990, dentro da Itália, o líbero comandou a defesa praticamente intransponível da Azzurra, mas caiu nos pênaltis para a Argentina de Maradona. Já em 1994, Baresi foi herói. Estava machucado, mas entrou no sacrifício na decisão e parou o ataque comandado por Romário. Para a infelicidade acontecer desta vez na marca do pênalti, chutando por cima do gol a sua cobrança.

Não é um pênalti, no entanto, que anula a genialidade de Baresi. A frieza do marcador implacável, a beleza evidente em seus desarmes. Inteligente como poucos dentro das quatro linhas. Um craque que merece os nossos sinceros parabéns no dia em que completa 55 anos. E também o nosso muito obrigado.

Abaixo, sua atuação fantástica contra o Brasil em 1994, além de um compilado de grandes lances: