Por clubes, Fabio Cannavaro não teve uma carreira tão regular quanto as de outras lendas do futebol italiano que compartilharam a defesa com ele. Seu período mais longo em uma equipe aconteceu no Parma, que o buscou em Nápoles durante o início da carreira e o transformou em um jogador de seleção. Já o auge da forma veio com a camisa da Juventus, por mais que seu período com a camisa bianconera tenha sido curto, interrompido pelo Calciopoli e por sua transferência ao Real Madrid. De qualquer forma, a grandeza do zagueiro só pode realmente ser medida pelo que protagonizou com Azzurra. Foram 136 jogos pela equipe nacional, com quatro Mundiais no currículo – isso sem contar a de 1990, quando trabalhou como gandula. Deixou eternizadas algumas atuações espetaculares na Copa do Mundo de 2006.

Se alguém questiona por que Cannavaro ganhou a Bola de Ouro naquele ano, indo além da taça como justificativa, vale relembrar sua exibição de gala na semifinal contra a Alemanha. O jogo que realmente mudou o patamar do time de Marcello Lippi contou com a onipresença do capitão, preenchendo cada espaço do campo defensivo. É impressionante a maneira como o beque se apresentava em todos os lados, tinha o tempo perfeito da bola, não errava um bote sequer. Em uma noite na qual o favoritismo não estava com os azzurri em Dortmund, o craque ajudou o seu time a segurar os alemães e a crescer rumo à classificação. O prêmio maior está nos minutos finais, quando o segundo gol, de Alessandro Del Piero, só nasce pela persistência do camisa 5.

Neste dia em que Cannavaro completa 45 anos, fica a lembrança em forma de homenagem:


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