Bobby Moore é o maior motivo de orgulho do West Ham. O zagueiro se projetou no leste de Londres, se juntando às categorias de base dos Hammers aos 15 anos de idade. Profissionalizou-se em 1958 e permaneceu honrando as cores do clube até 1974. Neste intervalo, não tornou-se “apenas” capitão e referência no time que conquistou a Copa da Inglaterra de 1964, bem como a Recopa Europeia na temporada seguinte. Ascendeu também como liderança na seleção inglesa, consagrado com a Jules Rimet na Copa do Mundo de 1966. Verdadeira lenda, que ganhou estátuas em Wembley e Upton Park. Assim, no dia em que a morte do craque completa 25 anos, nada mais justo que uma ampla homenagem dos torcedores londrinos ao seu maior ídolo.

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Bobby Moore faleceu em 1993, com apenas 51 anos. Quando ainda jogava, havia superado um tumor nos testículos, meses antes de conquistar a Recopa Europeia. Entretanto, em 1991, precisou ser submetido a uma operação emergencial, sob a suspeita de um câncer no intestino. Em 14 de fevereiro de 1993, anunciou publicamente a sua doença, já em estágio avançado. Contudo, faleceu apenas dez dias depois, recebendo amplos tributos dos torcedores na Inglaterra. Desde então, sua segunda esposa administra uma instituição de caridade para conscientizar sobre o câncer de intestino e arrecadar fundos ao combate da doença.

Neste sábado, o West Ham enfrentou o Liverpool em Anfield (e acabou goleado), mas ainda assim seus torcedores se mobilizaram. Foram distribuídas três mil camisetas com o rosto de Bobby Moore e o número 6 às costas. Também haviam faixas com a imagem da lenda. Além disso, nos próximos dias o West Ham inaugurará um mural no Estádio Olímpico de Londres, sob o mote “25 anos se passaram, nunca foi esquecido”, reunindo citações sobre o capitão. O estádio será palco de uma exposição com itens originais do ídolo.