No mesmo ano em que o futebol brasileiro sentiu a perda do zagueiro Serginho, em pleno gramado do Morumbi, o futebol português enfrentou uma tragédia bastante parecida. Nove meses antes, em Guimarães, o atacante Miklós Fehér sofreu um ataque cardíaco no gramado. O atacante do Benfica começou a sentir um mal súbito e caiu no gramado. De imediato foi atendido pelos médicos, que tentaram reanimá-lo, sem sucesso. Transportado ao hospital, não sobreviveu à parada cardíaca, consequência de uma cardiomiopatia hipertrófica. A cena de seu colapso foi transmitida em rede nacional. Nas semanas seguintes à fatalidade, o clima de união prevaleceu entre os clubes lusitanos. Além disso, a lembrança de Miki é preservada pelos benfiquistas, que possuem um memorial ao húngaro no Estádio da Luz. Tributos que se repetiram nesta sexta, quando o falecimento do jovem completou 15 anos.

Revelado por Gyõri, Fehér rodou pelo Campeonato Português a partir de 1998. Defendeu Porto, Salgueiros e Braga, até chegar ao Benfica em 2002. E o atacante, se não era titular absoluto dos encarnados, costumava marcar os seus gols. De 1998 a 2004, também foi nome frequente nas convocações da Hungria, com 24 partidas e sete gols. Os antigos companheiros costumam descrever Miki como um rapaz de sorriso fácil e sempre solícito. O jovem tinha somente 24 anos quando a fatalidade aconteceu. Uma carreira promissora e toda uma vida se perderam em um rompante, em cena que não sai da memória.

“Estava vendo o jogo pela televisão, porque tinha uma lesão e não fui a Guimarães. O Miklós era um menino bom, não se chateava com ninguém e andava sempre com um sorriso no rosto. Nunca tinha visto ninguém a morrer ao vivo e fiquei chocado. Ver um amigo a morrer e eu sem poder ajudar. Fiquei muito desorientado. Mais tarde me ligaram e confirmaram que o Miki tinha morrido”, contou Luisão, ao Mais Futebol. Os jogadores do Benfica, na época, realizaram uma série de ações para exaltar o companheiro.

Para relembrar Fehér, o Benfica publicou um vídeo com imagens do jogador pelo clube. Um singelo tributo a quem marcou a história encarnada, mesmo de uma maneira tão triste. O respeito e a reverência por quem perdeu sua vida em campo com a camisa benfiquista permanecem: