O verdadeiro significado do 8 de março não está nas flores, mas sim na luta das mulheres por seus direitos e pela igualdade de gênero. E, durante a rodada deste final de semana, o Campeonato Francês transmitirá uma importante mensagem nos estádios ao redor do país. Antes de cada partida válida pela primeira e pela segunda divisão, os clubes exibirão um vídeo de 30 segundos no telão, conscientizando sobre a violência doméstica contra as mulheres e incentivando as denúncias.

A campanha é realizada pela Liga de Futebol Profissional (LFP), em parceria com os clubes e com a associação Solidarités Femmes, que luta contra diferentes formas de violência de gênero. A campanha enfatiza como muitas vezes o ambiente violento está dentro da própria casa, submetendo mulheres e crianças a situações degradantes – seja de cunho físico, moral, sexual, econômico ou psicológico. A cada ano, 220 mil mulheres são vítimas de violência física ou sexual na França.

Paralelamente, diferentes clubes realizam suas ações relativas ao Dia Internacional da Mulher. Entre as ideias previstas estão o lançamento de materiais específicos de conscientização, incluindo revistas e programas de jogo; abertura de camarotes a mulheres; oferta de cursos de formação profissional a garotas das categorias de base; palestras sobre igualdade de gênero aos jogadores; programas sócio-educativos abertos à comunidade; exposições especiais sobre a importância das mulheres no futebol; presença de mulheres em diferentes funções nos estádios; doação de dinheiro a projetos que incentivam a prática do futebol feminino; entre outras.

Universidades e organizações não-governamentais também estão envolvidas nestas iniciativas. Diversos clubes da primeira e da segunda divisão participam do 8 de março – incluindo várias agremiações tradicionais, como Lyon, Saint-Étienne, Rennes e Paris Saint-Germain. As primeiras ações aconteceram nesta sexta-feira, quando o Olympique de Marseille empatou com o Amiens por 2 a 2 no Estádio Vélodrome. Os franceses servem de exemplo pela consciência e pela devida importância conferida às discussões de gênero.