As dificuldades que apresentaram na Copa do Mundo equipes cuja principal característica é a posse de bola, e as consequentes quedas precoces de Alemanha e Espanha, dois artífices do estilo, motivaram uma discussão sobre a validade desta tática em tempos atuais. Foi deixada para trás? Precisa ser aprimorada? O treinador do Bayern de Munique entrou na conversa, em uma coluna para o Frankfurter Allgemeine Zeitung

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“Sem velocidade, a posse de bola não serve para muita coisa hoje em dia. E, se os jogadores começarem a trocar passes sem parar em uma posição avançada do campo, a posse de bola é até mesmo perigosa. Porque, se a bola for perdida, há muitos espaços para o adversário contra-atacar”, escreveu.

A velocidade parece ser um aspecto importante para o croata de 46 anos. Ele afirmou que, anteriormente, a tendência era jogadores grandes “devorando” os pequenos. Atualmente, são os rápidos que devoram os lentos. “A tendência é clara a favor de jogadores que combinem as habilidades de um corredor com as de um malabarista”, afirmou Kovac. 

Um exemplo (nosso, não de Kovac) dessa mistura é Kylian Mbappé, que destruiu a Argentina, nas oitavas de final, com arrancadas habilidosas e mortais. “Eles fazem a diferença porque ainda podem criar alguma coisa nos espaços extremamente pequenos deixados pelas linhas defensivas”, explicou. 

Depois de um bom trabalho no Eintracht Frankfurt, Kovac foi apresentado no Bayern de Munique no começo da semana para suceder Jupp Heynckes.