Impressionava a dedicação do Newcastle para segurar a vitória parcial por 1 a 0, contra o Wolverhampton, fora de casa. Aqueles três pontos com os quais o time que briga contra o rebaixamento não conta, mas que, no final das contas, podem fazer toda a diferença. Eram três ou quatro em volta do portador da bola o tempo inteiro. Pelo contexto da partida, foi extremamente cruel o gol de empate de Willy Boly, aos 50 minutos do segundo tempo.

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Não foi um jogo muito plástico entre o sétimo colocado da Premier League, dono de um ataque mediano, e o 16º, desesperado para fugir da degola e protagonista de seus melhores momentos quando se defendeu com afinco. Houve poucas chances de gol no primeiro tempo.

No começo do segundo, Isaac Hayden contou com uma falha de Rui Patrício para abrir o placar. O Wolverhampton encontrou-se diante da difícil missão de vazar o Newcastle em modo defesa total. E não foi muito bem na empreitada. Cavou mais escanteios do que finalizou com perigo contra a meta de Martin Dúbravka.

De acordo com os acréscimos dados pelo árbitro, a partida deveria ter terminado 30 segundos antes de Adama Traoré puxar a bola para a linha de fundo, pela ponta direita. O cruzamento foi péssimo: um chutão para cima, sem muita força, que permite ao goleiro calcular perfeitamente o arco da bola e, com a possibilidade de usar as mãos, interceptá-la com segurança.

Mas Dúbravka, que faz boa temporada pelo Newcastle, falhou. Deixou a bola passar entre as suas mãos. Boly, na segunda trave, cabeceou para as redes, em um lance polêmico porque encostou no goleiro com os braços, o que pode se configurar falta. Mas o juiz apontou para o meio do gramado e, pouco depois, encerrou a partida, deixando Rafa Benítez irado nas laterais do gramado.