O goleiro Manuel Neuer e o atacante Thomas Müller, dois dos mais experientes jogadores da seleção da Alemanha, deram entrevista coletiva nesta terça-feira, com o jogo contra a França pela Liga das Nações, na próxima quinta, em vista. Os dois, claro, foram perguntados sobre questões da Copa do Mundo na Rússia, em um fracasso retumbante do time, sobre o técnico Joachim Löw e sobre a polêmica aposentadoria de Mesut Özil, em meio a acusações de tratamento racista contra jogadores de origem estrangeira como ele.

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Um dos pontos que foi comentado foi o estilo de jogo da Alemanha. Joachim Löw admitiu que insistiu demais na insistente troca de passes e isso foi um problema. “Quando não leva a gols, o futebol de posse de bola pode parecer muito trabalhoso e lento”, afirmou Müller, em coletiva de imprensa da seleção alemã. “Então, o jogo contra a França é uma grande chance de dar aos espectadores o poder do futebol que eles querem ver, porque há momentos que nós podemos fazer a transição rapidamente”, continuou o jogador.

Depois do fracasso na Rússia, o técnico Joachim Löw e o coordenador de seleções, Oliver Bierhoff, deram uma longa entrevista coletiva explicando as razões para o fracasso. Muita gente achou as explicações bem meia boca, para falar o mínimo. Müller, porém, acha que as explicações foram o suficiente.

“Eu acho que os detalhes nas suas explicações foram únicos e realmente sensacionais”, elogiou o jogador do Bayern. “O técnico levantou pontos chave que nós todos discutimos e nós estamos felizes por segui-lo”, continuou o jogador, que foi um dos criticados pelo baixo desempenho na Rússia.

Manuel Neuer, capitão da Alemanha, também ponderou o que aconteceu na Rússia. Ele também disse que a Federação Alemã, DFB, fez bem em manter o técnico Joachim Lów. “É claro que ele estava para baixo depois da Copa do Mundo, como estávamos todos”, disse o goleiro. “Mas ele também tem ambições e ele tem um plano. Desde as primeiras discussões, ficou claro que ele está com tanta fome quanto os jogadores”.

Quando o assunto foi os problemas fora de campo, os jogadores se mostraram mais fechados. “Isso não é sobre nomes específicos que foram mencionados no passado”, disse Neuer, quando se falou sobre a aposentadoria de Mesut Özil. “Fundamentalmente, nós apoiamos todos os membros do nosso time. Ninguém tem um status especial e cada um de nós é igualmente responsável pelo que acontece no campo”.

“A seleção apoia a integração”, continuou Neuer. “Nós dependemos fortemente de jogadores de origem imigrante que vieram para a Alemanha ou cresceram aqui e somos gratos por termos experimentado uma integração saudável”, disse o goleiro.

Voltando aos assuntos de campo, o meia Julian Brandt, de 22 anos, do Bayer Leverkusen, falou sobre as opções que o técnico Löw terá para começar a remontar o time depois do fracasso na Copa 2018. “Nós temos vários jogadores que podem jogar em várias posições diferentes, incluindo Thomas e eu”, disse. “Nós dois podemos jogar na posição de camisa 10, por exemplo, ou nas pontas. Nós somos flexíveis e isso é o que nos caracteriza como time”.

A Alemanha fará a sua estreia na Liga das Nações contra a campeã do mundo, França, em um teste difícil, neste dia 6 de setembro. No dia 9, Alemanha enfrenta Peru em amistoso.