Diego Godín se faz admirável não apenas por seu futebol, mas pela postura aguerrida. São várias as provas de caráter do zagueiro, sobretudo na seleção, onde se acostumou a liderar os companheiros também na luta por seus direitos e na busca por melhorias ao futebol uruguaio. E nem mesmo quando está fora de combate o capitão desiste da batalha. Lesionado, o veterano seguiu treinando com o Atlético de Madrid nos últimos dias. Contudo, deixou o clube nesta terça para se juntar à seleção. Esteve no Stade de France, antes do amistoso contra a França, vencido pelos Bleus por 1 a 0.

A própria lesão de Godín aconteceu em um jogo emblemático. Sentiu quando o Atleti já havia feito as três substituições e permaneceu em campo, deslocado ao ataque, onde acabou anotando o gol da vitória sobre o Athletic Bilbao já nos acréscimos. Obviamente, seu esforço nos últimos dias se concentrou na recuperação da contusão muscular, que o deixou fora da lista de Óscar Tabárez. Mas também se fez presente em Saint-Denis, dando forças aos companheiros e cumprimentando adversários, sobretudo o amigo Antoine Griezmann.

Em campo, tanto França quanto Uruguai escalaram times mistos. Novatos ganharam espaço entre os titulares, como Ferland Mendy, Tanguy Ndombélé, Federico Valverde e Bruno Méndez. A defesa bem montada por Tabárez segurou os Bleus no primeiro tempo, em que a principal notícia foi a lesão de Kylian Mbappé, ao cair sobre o ombro. Já na segunda etapa, saiu o gol do triunfo francês. Em pênalti gerado por um toque de mão de Martín Cáceres, Olivier Giroud cobrou no canto para vencer Martín Campaña.

A França termina o ano de maneira positiva. Apesar da eliminação na Liga das Nações, isso acaba sendo o de menos após a conquista da Copa do Mundo. Já o Uruguai vive um momento delicado. Lidando com os problemas de lesão ou mesmo a bagunça interna na federação, perdeu seus quatro últimos amistosos.