O Palmeiras – com seus mihões de desfalques – terminou o jogo contra o Náutico com um ataque formado por Betinho, Patrick Vieira e Vinícius, jogadores de baixo nível técnico. Além deles, estavam em campo João Denoni e Tiago Real, jovens que podem ter futuro, mas que são apenas jovens que podem ter futuro. Nada mais que isso, por enquanto.

Além deles, atuaram Márcio Araújo, um volante que não acerta um bom passe a cinco metros e Mazinho, o simpático Black Messi. Na reserva de Julinho estava Leandro, que o clube tirou da aposentadoria de um ano. Na zaga, Leandro Amaro, lembram dele? No ano passado, contra o Coritiba, naquele 6 a 0, foi recuando, recuando até fazer um pênalti. Como um jogador desse nível continua no elenco?

Os outros que atuaram ontem foram Bruno, Artur, Thiago Heleno, Luan e Obina. Esses quatro eram os melhores.

Amigos, esse é um grupo de segunda divisão. Sem Marcos Assunção e sem Barcos é o que tem para hoje. O rebaixamento parece inevitável.

Há ainda uma chance de espantá-lo: vencer o Bahia no meio da semana no famoso jogo de seis pontos. O Palmeiras chegaria a 29 pontos teria ainda sete rodadas para sonhar e trabalhar. Ainda seria difícil. Uma derrota, porém, levaria a diferença a no mínimo 11 pontos – caso Portuguesa E Ponte percam – e a 10 pontos caso a Lusa vença o Flamengo.

Esses nove pontos que separam Palmeiras do Bahia são os mesmos que separam Fluminense do Galo, na ponta da tabela. Os dois venceram de virada, o que deixou o Flu praticamente com o título garantido. Emoção, a partir de agora, só nesses casos: 1) Grêmio e Galo lutam pelo segundo lugar, obrigado por nada. 2) São Paulo luta contra o Grêmio pelo terceiro lugar. 3) Vasco luta contra o São Paulo pelo quarto lugar.

Quem não gosta de pontos corridos terá muito o que falar dentro de mais duas ou três rodadas, com muitas definições se precipitando bem antes da última rodada.