A noite de Champions League teve uma dose de magia e pirotecnia em Belgrado. O Estrela Vermelha viveu uma situação difícil, mas conseguiu uma virada sobre o Olympiacos, no Marakana, e arrancou a primeira vitória no torneio por 3 a 1. Depois de perder em Munique na estreia, o time sérvio sabia da necessidade de vitória. E contou com uma atuação decisiva de Marko Marin, em uma reta final de partida emocionante, com dois gols depois dos 42 minutos.

Quando você ouve o nome Marko Marin, é provável que você pense: “É aquele?”. Sim, é aquele. O alemão, de 30 anos, surgiu no Borussia Mönchengladbach, em 2006, brilhou pelo Werder Bremen, de 2009 a 2012, e deu o grande passo para o Chelsea em 2012. Só que em Londres, mal jogou e começou a trajetória errante por Sevilla, Fiorentina, Anderlecht e Trabzonspor, sempre por empréstimo. Em 2016, já sem vínculo com o Chelsea, assinou com o Olympiacos. Ficou duas temporadas na Grécia e, desde 2018, defende o Estrela Vermelha.

Nascido em Bosanka Gradiska, na Bósnia, filho de pais bósnios de origem sérvia, Marko Marin imigrou para a Alemanha com dois anos, em 1991, por um emprego que sua mãe conseguiu fora do país. Curiosamente, 1991 foi o ano que o Estrela Vermelha foi campeão da Champions League. Criado em Frankfurt, começou a jogar por lá e acabou se naturalizando alemão. Jogou pela seleção poucas partidas, entre 2008 e 2010, sem nunca conseguir ter o espaço e o brilho que se imaginava no começo da carreira.

No Estrela Vermelha, passou a atuar no clube do seu país de origem, a Sérvia – já que ele é bósnio de origem sérvia. É o camisa 10 do time, atua atrás do atacante e é o grande nome. Inclusive nas bolas paradas. Foi assim que ele decidiu para o campeão da Champions League de 1991, mas ele é um jogador importante não só por isso. Ao longo do jogo, Marin fez sete passes-chave, que criaram oportunidades de gol para o time.

Como era de se esperar, a torcida do Estrela Vermelha mostrou mais uma vez o espetáculo que ela se acostumou a fazer sempre, especialmente no retorno à Champions League, já na temporada passada. E aqui, antes do jogo, já era possível ver isso:

Tajna severa!🔴⚪️

Publicado por FK Crvena zvezda em Terça-feira, 1 de outubro de 2019

No jogo, o Olympiacos foi quem conseguiu sair em vantagem, aos 37 minutos do primeiro tempo. Cobrança de falta de Giorgios Masouras para dentro da área e Ruben Semedo recebeu na esquerda e tentou o cruzamento para dentro da área. A bola foi muito fechada e o goleiro do Estrela Vermelha, Milan Borjan, falhou: a bola entrou entre ele e a trave, e com ajuda do arqueiro que acabou tocando na bola.

A história mudou no segundo tempo. Logo no começo, aos 12 minutos, Yassine Benzia fez uma falta dura e recebeu o segundo cartão amarelo. Acabou expulso. Com um a menos, o Olympiacos teve mais dificuldade da partida. Aos 17 minutos, depois de um bate-rebate dentro da área, Milos Vulic pegou a sobra e bateu cruzado, vencendo o goleiro José Sá: 1 a 1.

O jogo caminhava para um empate, mas o Olympiacos teve uma grande chance, mas acabou desperdiçando aos 40 minutos. E acabou cruelmente punido logo depois. Aos 42 minutos, Marko Marin cobrou escanteio do lado esquerdo do ataque no meio da área, na cabeça de Nemanja Milunovic, que cabeceou bem e marcou 2 a 1. E aos 45 minutos, novo escanteio de Marko Marin pelo lado esquerdo, nova cabeçada, desta vez de Richmond Boakye, e mais um gol: 3 a 1.

Uma vitória importante para o time na briga por uma vaga na próxima fase, ainda que seja um sonho bastante distante. Considerando que o Tottenham foi massacrado pelo Bayern em casa por 7 a 2, talvez seja uma ambição possível. Até porque neste momento o time sérvio é o segundo colocado com três pontos, enquanto Olympiacos e Tottenham permanecem com um ponto – aquele conquistado na primeira rodada com o empate entre ambos.

Depois do jogo, os jogadores fizeram muita festa com os torcedores:

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