O início de temporada do Napoli não foi muito animador no Campeonato Italiano, mas o futebol que o time jogou neste sábado contra a Roma credencia o time a sonhar com o alto do tabela. A vitória por 2 a 0 ficou até barata, pelo volume de jogo do time do sul e pelo número de chances perdidas. O Napoli foi avassalador ofensivamente e fez a Roma, um time que também é ofensivo, não conseguir sair do seu próprio campo. Totti, no ataque, quase não tocou na bola no tempo que esteve em campo. O meio-campo do time da capital foi atropelado.

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A torcida da Roma viveu recentemente a dor de tomar um 7 a 1 do Bayern de Munique, em casa, pela Champions League. Dureza, mas mostrou que o time tem defeitos defensivos que precisam ser corrigidos. Neste domingo, o Napoli parece que os tentou expor mais ainda. Conseguiu marcar um gol aos dois minutos de jogo, com Gonzalo Higuaín, aproveitando cruzamento de Lorenzo Insigne. Era só a demonstração do que viria.

Pressionando desde a saída de bola, o Napoli não deixava a Roma respirar. O gol não tirou o apetite do time comandado por Rafa Benítez. O quarteto ofensivo do time fazia grande partida. Montado no seu habitual 4-2-3-1, a linha dos três meias tinha Callejón, Hamsik, Insigne e Higuaín mais à frente. Todos dando muito trabalho para Seydou Keita, o volante mais plantado à frente da defesa, e Nainggolan, que teve que ficar preso na marcação e não aproveitou a sua melhor característica, a chegada à frente.

O primeiro tempo poderia facilmente ter terminado com um placar bastante favorável ao Napoli. Um 3 a 0 não seria nenhum absurdo. Insigne, em um chute colocado, e Callejón, em um lance que estava impedido, ficaram com chances claras nos pés. Isso sem falar nos chutes que obrigaram De Sanctis a trabalhar e quase entregar a paçoca – ele espalmou mal uma bola e Torosidis teve que afastar para escanteio.

O segundo tempo manteve o cenário. O Napoli pressionava e continuava a ser melhor no jogo. Só que a Roma começou a tentar sair para o ataque e, com dificuldade, conseguiu criar. Em dois lances, com Gervinho e com Pjanic, obrigou a defesa do Napoli a correr um pouco. Até ali, só assistia à partida.

A pressão no campo de ataque diminuiu e a Roma conseguiu sair para o ataque, mas deu espaço para o contra-ataque do time napolitano. E foi assim que o segundo gol quase aconteceu. Hamsik puxou o ataque e Callejón teve a chance, frente a frente com o goleiro. Deu um toquinho por cima, mas foi fraco e a zaga tirou antes da bola entrar. Vendo que a situação estava complicada, o técnico Rudi Garcia mudou o time. Iturbe e Destro foram chamados para os lugares de Totti e Florenzi.

O Napoli, por sua vez, diminuiu a intensidade e Rafa Benítez tirou Hamsik para segurar mais o jogo com o volante Gargano. O jogo perdeu velocidade, mas a Roma não conseguia ter força ofensiva para envolver o bom meio-campo napolitano. Pjanic, apagado, pouco conseguiu fazer. Com Jorginho novamente muito bem como volante, o Napoli controlou o jogo e ditou o ritmo da partida. Continuou correndo risco, apesar disso, porque o placar seguia 1 a 0.

Foi então, aos 40 minutos, que o Napoli matou o jogo. Em uma roubada de bola no meio-campo, Higuaín recebeu na ponta esquerda e cruzou rasteiro para Callejón completar de primeira e marcar. Oitavo gol do espanhol no Campeonato Italiano, o que faz dele artilheiro da Serie A. Com o jogo já decidido, o Napoli parecia satisfeito e a Roma, sem forças. O placar ficou mesmo em 2 a 0.

A Roma de novo mostrou fragilidades que um ataque forte do adversário soube aproveitar, além de perder a chance de manter a perseguição à líder Juventus mais de perto. O Napoli, por sua vez, conseguiu fazer valer seu ótimo poder ofensivo para matar um jogo difícil. O time tem um meio-campo excelente e ofensivamente é um time envolvente. Com a vitória, o Napoli chegou a 18 pontos e sobe, temporariamente, ao terceiro lugar. Fica a quatro da Juventus, líder, que ainda joga, e da Roma, que fica parada nessa pontuação.

Veja os gols: