Santos e São Paulo entraram em campo vindo de objetivos distintos. Em recuperação, o time da Vila Belmiro vinha embalado com três vitórias nos últimos cinco jogos. O São Paulo, por sua vez, vem de resultados mais irregulares, com duas vitórias, dois empates e uma derrota nos últimos cinco jogos. Em campo, o que se viu foi pouco, muito pouco. No caso do São Paulo, para um time que sonha com o título, faltou muito futebol. No caso do Santos, para alguém que quer ao menos buscar uma vaga na Libertadores, também foi muito pouco futebol.

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O técnico Cuca, do Santos, escalou o atacante Derlis González como titular, deixando no banco Bruno Henrique, que vinha em má fase. Sem Luiz Felipe e Lucas Veríssimo, machucados, o treinador santista escalou Robson, de 20 anos. Diego Pituca goi mais uma vez titular no meio, como volante, ao lado de Alisson. Rodrigo, Carlos Sánchez e Derlis González formaram a linha de meias, com Gabriel Barbosa no ataque.

Ser ter um lateral direito para escalar, o técnico Diego Aguirre optou por uma improvisação. Colocou em campo Robert Arboleda como lateral direito improvisado, com Bruno Alves e Anderson Martins como zagueiros. O treinador contou ainda com o retorno de Everton, que estava machucado.

No primeiro tempo, o Santos acabou sendo mais perigoso, especialmente com Rodrygo, habilidoso e veloz. Em alguns cruzamentos, a defesa do São Paulo teve trabalho, assim como em contra-ataques que caíram nos pés de Gabriel Barbosa. O São Paulo, por sua vez, tinha bastante dificuldade em chegar ao ataque, porque Nene estava bem marcado, Everton não tinha espaço pelo lado esquerdo e Diego Souza, entre os zagueiros pouco conseguia tocar na bola.

Para o segundo tempo, o São Paulo já voltou com alteração. Saiu Éverton, que voltava de lesão depois de três jogos de ausência e novamente sentiu, e entrou Igor Liziero. O Santos voltou sem fazer qualquer substituição. O ritmo do jogo mudava pouco. Os dois tentavam chegar ao ataque pelos lados do campo, com velocidade, mas não conseguiam finalizar. Alguns cruzamentos passaram pela área sem ter quem chutasse na direção do gol.

Aos 27 minutos, a melhor chance do jogo até ali. Pituca fez o lançamento longo para Rodrygo, Arboleda estava na frente, mas perdeu a bola para o atacante santista, que avançou livre. Frente a frente com o goleiro Sidão, Rodrygo tocou de chapa, mas mandou para fora. Curiosamente, a chance clara de gol só surgiu quando uma das defesas falhou, e não por uma construção de jogada.

Acabou sendo a única grande chance de gol da partida. Já nos acréscimos, quando o jogo se aproximava do fim, aos 48 minutos, Santiago Tréllez foi lançado, girou sobre Gustavo Henrique, que o segurou. Falta na entrada da área do Santos, perigosa. O árbitro adicionou um minuto aos acréscimos. Aos 51 minutos, Nene cobrou a falta na barreira e o Santos começou um contra-ataque. O árbitro Ricardo Marques apitou o fim de jogo, para revoltar dos santistas, que o cercaram. Por reclamação, Victor Ferraz recebeu cartão amarelo.

Os outros destaques do jogo, se assim podemos dizer, foram os cartões. Foram nove cartões amarelos no total, sendo cinco para o Santos e quatro para o São Paulo. Bruno Alves e Joao Rojas, que levaram cartões amarelos e estão suspensos do próximo jogo. Éverton, machucado novamente, pode ser outro desfalque. Do Santos ainda dá para destacar um aspecto: são oito jogos sem sofrer gols. Algo que é importante, já que o time tinha esse problema em outros momentos. O Santos está mais seguro em campo, ainda que tenha faltado criatividade no jogo deste domingo.

Se os destaques foram cartões, é porque o jogo não foi grande coisa. O Santos tentou mais, mas tentou mal. O São Paulo foi defensivo e pouco conseguiu fazer para chegar ao ataque, sequer ameaçando o goleiro Vanderlei. Faltou muito futebol aos dois times em um jogo que havia alguma expectativa de bom jogo. Não passou nem perto disso.


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