A Fifa anunciou nesta sexta-feira que mudará a forma como é feita a escolha da sede da Copa do Mundo feminina. A determinação era feita a portas fechadas, mas a pressão por mudança era grande. Assim, a escolha da próxima sede do torneio, em 2023, será feita via votação pública, tal qual acontece com a Copa do Mundo masculina.

LEIA TAMBÉM: Em ano de Copa do Mundo, Brasileirão feminino ganha importância extra para atletas

A entidade quer ser mais transparente depois de preocupações terem sido levantadas sobre o torneio feminino continuar a ser escolhido sem um critério definido e sem que houvesse escrutínio público sobre as candidaturas. Como a Fifa não goza lá de muita credibilidade para tomar decisões a portas fechadas, havia uma pressão para que o processo de escolha de sedes fosse feito da mesma forma que o torneio masculino, também por uma questão de igualdade de condições e transparência.

A Fifa, porém, não tornará o processo exatamente igual ao masculino. Até 2010, quando foram escolhidas as sedes de 2018 e 2022 (Rússia e Catar, respectivamente), a escolha da sede da Copa do Mundo masculina era feita pelo Comitê Executivo, que tinha 22 membros. Os escândalos decorrentes dessas escolhas, que foram evidenciadas pelo escândalo Fifagate, fez com que a Fifa mudasse o processo. O Comitê Executivo deixou de existir, dando lugar ao Conselho da Fifa, e a escolha da sede passou a ser uma votação aberta a todos os 211 membros da Fifa, em uma eleição em seu Congresso. Foi assim que Estados Unidos, México e Canadá foram escolhidos como sedes da Copa 2026.

No feminino, porém, a escolha será feita pelo Conselho da Fifa. As 37 pessoas que fazem parte do grupo escolherão entre as candidaturas a sede da Copa 2023. A escolha será realizada em março de 2020 e, segundo informou a Fifa, os votos de cada um dos membros será divulgado publicamente. Isso deve amenizar, em parte, a pressão por um processo mais transparente, embora certamente a ideia de fazer com que seja uma votação entre os 211 membros, como acontece no masculino, certamente ainda acontecerá.

A disputa para sediar a Copa do Mundo feminina será bastante acirrada. Países como Austrália, Colômbia, Japão e África do Sul querem lançar candidaturas ao torneio. A Coreia do Sul tenta uma proposta conjunta com a vizinha Coreia do Norte para também apresentar uma candidatura. A Fifa pediu que os interessados se manifestassem até esta sexta-feira, dia 15. A entidade ainda não informou quais países efetivamente se inscreveram. Ainda segundo a Fifa, os candidatos ainda podem completar seus registros de candidatura até o dia 16 de abril e enviarem seus cadernos de candidatura até o dia 4 de outubro.