Por Bruno Secco*

Chegou a hora da bola voltar a rolar em um campeonato muito alternativo: a A-League, vulgo Campeonato Australiano. A 11ª edição do Canguruzão já tem hora marcada para começar – e o primeiro jogo será bem cedo no horário brasileiro, entre Western Sydney Wanderers e Brisbane Roar, na quinta-feira (8), às 6h da manhã.

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Muito mais conhecida pelo rúgbi do que pelo futebol, o país tem uma média de público ainda baixa – 12.513 na última temporada, menos que o Brasileirão, que tem 17.297. Só o campeão tem uma média de público razoável. O MElbourne Victory levou, na temporada passada, 25.395 pessoas ao estádio, em média. Mas é o país do atual campeão asiático, Western Sydney Wanderers (que, aliás, já deu adeus à disputa do bicampeonato) e um dos países mais fortes do continente asiático, pelo qual disputa torneios desde 2007.

O Coalão, vale sempre lembrar, é disputado em três turnos enquanto a fase é de Liga, e, quando passamos para Copa, seis das dez equipes garantem a vaga – obviamente as seis primeiras colocadas. Existem dois títulos na Austrália: o da Liga e o do mata-mata (o do mata-mata é o que realmente importa para grande parte das equipes).

Dos seis classificados, os dois primeiros garantem vaga direta para as semifinais da fase de Copa, enquanto os outros quatro (3º ao 6º lugar) disputam uma eliminatória para ver quem jogará com os líderes. A fórmula é usada por ligas americanas.

Abaixo, você tem à sua disposição um guia completo falando dos dez times desta 11ª edição do Campeonato Australiano. É tudo o que você precisa saber sobre as equipes participantes.

Adelaide United 

Técnico: Guillermo Amor;

Destaque: Pablo Sánchez (meia);

Fique de olho: Bruce Djité (atacante);

Temporada passada: 4º / Finals Series – Semifinal;

Copas asiáticas: AFC Champions League (classificado para os playoffs);

Objetivo:  Finals Series – Semifinais

Chegadas: Iacopo La Rocca (D, Wanderers), George Mells (M, Southampton), Eli Babalj (A, AZ), Mate Dugandzic (A, liberado pelo City);

Saídas: Paul Izzo (G, Central Coast Mariners), Nigel Boogaard (D, Newcastle Jets), Cameron Watson (M, dispensado), Miguel Palanca (A, dispensado), Awer Mabil (A, Midtjylland).

Super campeão com o Barcelona na década de 90, Guillermo Amor está de volta ao futebol e chega ao Adelaide para fazer com que sua equipe continue batendo de frente com os favoritos. A base da última temporada – em que o clube foi campeão da Copa da Austrália e semifinalista no Finals Series – foi praticamente mantida, e esse é um bom indício de que não terão dificuldades para se garantirem no mata-mata.

Título, no entanto, ainda não está em pauta no Coopers. Não que o time seja fraco, pelo contrário, a equipe é competitiva e os pilares, os espanhóis Pablo Sánchez e Cirio e Djité, foram mantidos no clube, mas ainda não conseguem fazer frente ao grande favorito Melbourne Victory, teoricamente mais forte do que na temporada anterior. A briga do Adelaide, em âmbito nacional, deverá ser mesmo contra o Sydney.

Em âmbito internacional, no entanto, eles já começarão cedo na Champions League: enfrentarão um playoff antes da fase de grupos, e tentarão limpar a lambança cometida pelo Central Coast Mariners na temporada passada, já que não se classificou e enfraqueceu a Austrália nos grupos.

Brisbane Roar 

Técnico: John Aloisi (aquele);

Destaque: Henrique Silva (atacante);

Fique de olho: Jamie MacLaren (atacante);

Temporada passada: 7º lugar – Eliminatórias do Finals Series;

Copas asiáticas: não se classificou;

Objetivo:  Finals Series

Chegadas: George Lambadaridis (M, sem clube), Corona (M, sem clube), Jamie MacLaren (A, Perth Glory);

Saídas: Lachlan Jackson (D, Newcastle Jets), Luke Brattan (M, dispensado), Adam Sarota (M, Utrecht), George Lambadaridis (M, dispensado), Ben Litfin (M, dispensado), Kofi Danning (A, Oakleigh Cannons), Andrija Kaluđerović (A, dispensado).

“Vexatório” é uma palavra que define bem o retrospecto do Brisbane Roar. De campeão do Grand Final 2013/2014 à campanha extremamente pífia na temporada seguinte – com apenas um sétimo lugar, sem ao menos conseguir defender seu título no Finals Series -, e também com direito à eliminação na fase de grupos da Champions League – onde tinha time para conseguir, com folga, pelo menos um segundo lugar no grupo.

John Aloisi (sim, aquele mesmo) terá muito trabalho para classificar essa temporada do Roar como “a temporada da reabilitação”, tendo em vista que a diretoria não colaborou e o clube passa pelo mesmo problema do Phoenix – dispensou muito, contratou pouco. O objetivo é pegar Finals Series, mas dificilmente conseguirão mais do que uma semifinal. Dificilmente mesmo.

Central Coast Mariners 

Técnico: Tony Walmsley;

Destaque: Fabio Ferreira (atacante);

Fique de olho: Travis Major (atacante);

Temporada passada: 8º lugar;

Copas asiáticas: não se classificou;

Objetivo:  Finals Series

Chegadas: Paul Izzo (G, Adelaide), Harry Ascroft (D, sem contrato), Mitch Austin (M, Cambridge United), Roy O’Donovan (A, Mitra Kukar), Daniel Heffernan (A, Heidelberg United);

Saídas: Matthew Nash (G, aposentado), Zachary Anderson (D, Sydney), Brent Griffiths (D, dispensado), Hayden Morton (D, dispensado), John Hutchinson (M, aposentado), Richárd Vernes (M, Budapest Honvéd), Tom Slater (M, dispensado), Isaka Cernak (M, SuperSport United), Dejan Pandurevic (M, Manly United), Matt Simon (A, Sydney). 

Parece que nesta temporada, mais uma vez, a tentativa de o Central Coast Mariners reencontrar o caminho das glórias e grandes embates com o Melbourne Victory será em vão. Isso porque o elenco, que já era fraco, pouco se reforçou, e ainda por cima liberou jogadores que ainda poderiam ser úteis no onze inicial do técnico Tony Walmsley.

Exemplo disso é Matt Simon, um dos goleadores da equipe na temporada passada que foi liberado para assinar com o Sydney. Liberar peças importantes, trazer reforços não tão pontuais e ainda por cima se preparar pouco durante a pré-temporada – foram apenas dois jogos neste hiato de quatro meses -, definitivamente, é uma mostra de que o Mariners tem o Finals Series como objetivo porque todos realmente precisam ter um na competição, sempre levando em conta que na Austrália não existe o fator “jogarei apenas para não cair” (não há rebaixamento).

Melbourne City

Técnico: John van’t Schip;

Destaque: Aaron Mooy (meia);

Fique de olho: Thomas Sørensen (goleiro);

Temporada passada: 6º lugar; Finals Series – Semifinais

Copas asiáticas: não se classificou;

Objetivo:  Finals Series – Semifinais

Chegadas: Thomas Sorensen (G, Stoke City), Michael Zullo (D, Utrecht), Callum Richardson (D, Burnley), Ivan Franjic (D, Torpedo Moscou), Aaron Hughes (M, Brighton & Hove Albion), Jason Trifiro (M, sem contrato), Steve Kuzmanovski (A, Wanderers), Corey Gameiro (A, Sydney), Bruno Fornaroli (A, Danubio);

Saídas: Andrew Redmayne (G, Wanderers), Rob Wielaert (D, dispensado), Kew Jaliens (D, dispensado), Ross Archibald (D, Fortuna Düsseldorf II), Jason Hoffman (D, Newcastle Jets), Iain Ramsay (M, dispensado), Damien Duff (M, dispensado), Massimo Murdocca (M, Avondale FC), Jonatan Germano (M, dispensado), Mate Dugandzic (A, dispensado), Joshua Kennedy (A, aposentado – sim, aquele mesmo).

Claro que você sabe quem é Thomas Sorensen, afinal, jogou duas Copas do Mundo com a Seleção da Dinamarca. No entanto, dificilmente você sabia que ele é o principal reforço do City para a temporada. Com seus 39 anos, achou na Austrália uma boa forma de continuar jogando sem se prejudicar tanto e garantir um bom dinheiro.

Além de Sorensen, Aaron Hughes, de 35 anos, é um dos reforços do City para a temporada. Embora o clube ganhe em experiência, o que ajuda bastante no clima dentro do vestiário, o Melbourne, que está na semifinal da Copa da Austrália e fará seu jogo contra seu arquirrival (Victory), não deverá ser candidato ao título da A-League 2015/2016. É um nome forte, no entanto, para as semifinais do Finals Series, já que contratou bem – diria que fez o melhor mercado nesta janela.

Lógico: na teoria eles não são favoritos à taça. Na prática poderemos ter surpresas, assim como tivemos com os então embalados times da antepenúltima temporada. 

Melbourne Victory 

Técnico: Kevin Muscat;

Destaque: Besart Berisha (atacante);

Fique de olho: Archie Thompson (atacante);

Temporada passada: 1º / Campeão do Grand Final;

Copas asiáticas: AFC Champions League (classificado para a fase de grupos);

Objetivo:  título

Chegadas: Danny Vukovic (G, Perth Glory), Giancarlo Gallifuoco (D, Swansea), Oliver Bozanic (M, Luzern);

Saídas: Nathan Coe (G, dispensado), Jordan Brown (M, dispensado), Mark Milligan (M, Bani Yas), Andrew Nabbout (A, liberado).

Foi campeão da primeira fase (liga) e do Grand Final da última temporada, e tem tudo (e mais um pouco) para repetir os grandes feitos em âmbito nacional, incluindo no pacote a Copa da Austrália, onde estão nas semifinais e são favoritos no clássico local contra o City.

Do forte time que venceu o Grande Final da temporada passada, apenas o volante Mark Milligan deixou o clube, rumando para o Bani Yas (dos Emirados Árabes). A baixa, no entanto, não vem sendo sentida, visto que o Victory agiu rápido e trouxe o bom Oliver Bozanic, antes no Luzern (Suíça), para o seu lugar.

Embora ainda não seja prioridade para os australianos, o Victory surgirá também como um forte representante do país na Champions League, e, pelo menos na teoria, possui equipe para, pelo menos, chegar às quartas de final.

Newcastle Jets 

Técnico: Scott Miller;

Destaque: Enver Alivodić (meia);

Fique de olho: Themba Muata-Marlow (zagueiro);

Temporada passada: 10º lugar;

Copas asiáticas: não se classificou;

Objetivo:  Finals Series – Semifinais

Chegadas: Mark Birighitti (G, Varese), Nigel Boogaard (D, Adelaide), Themba Muata-Marlow (D, Sydney), Lachlan Jackson (D, Brisbane), Jason Hoffman (D, Melbourne City), Mateo Poljak (M, Wanderers), Cameron Watson (M, sem contrato), Leonardo (M, sem contrato), Andy Brennan (A, South Melbourne), Labinot Haliti (A, Wanderers), Miloš Trifunović (A, Radnički Niš);

Saídas: Jess Vanstrattan (G, aposentado), John Solari (dispensado), Andrew Hoole (D, Sydney), Taylor Regan (D, dispensado), Sam Gallagher (D, dispensado), Scott Neville (D, dispensado), Zenon Caravella (M, aposentado), Jacob Pepper (M, Wanderers), James Virgili (A, dispensado), Travis Cooper (A, dispensado).

Muita gente saiu, mas muita gente chegou. O começo de temporada dos Jets deverá ser igual ao do Sydney – um período de adaptação e formação do time, como foi com o Palmeiras aqui no Brasil. Claro, a diferença entre ambos (Sydney e Jets) é que o Newcastle dificilmente conseguirá beliscar a taça. Semifinais do Finals Series, no entanto, é um sonho difícil, porém possível.

O que já seria um grande feito, tendo em vista que na última temporada eles amargaram a última colocação da A-League – apenas 17 pontos conquistados em 18 rodadas. Sorte deles é que na Austrália ainda não há rebaixamento – algo que já está sendo cogitado pela Federação Australiana (a criação de uma segundona com times da NPL), mas para, no mínimo, em dois anos.

“Reagir” será o lema do Newcastle para esta temporada, e as circunstâncias apontam que este objetivo tem tudo para ser atingido com êxito. Elenco há. Precisa, agora, encaixar e embalar.

Perth Glory

Técnico: Kenny Lowe;

Destaque: Nebojša Marinković (meia);

Fique de olho: Chris Harold (atacante);

Temporada passada: 3º lugar

Copas asiáticas: não se classificou (punido pela crise financeira);

Objetivo:  Finals Series

Chegadas: Jerrad Tyson (G, Sun Pegasus), Antony Golec (D, sem contrato), Alex Grant (D, sem contrato), Marc Warren (D, APIA Leichhardt Tigers), Hagi Gligor (M, sem contrato), Diego Castro (M, Getafe), György Sándor (A, sem contrato), Guyon Fernandez (A, sem contrato);

Saídas: Jack Duncan (G, Randers), Scott Jamieson (D, Wanderers), Riley Woodcock (D, dispensado), Rostyn Griffiths (M, dispensado), Youssouf Hersi (M, dispensado), Daniel De Silva (M, emprestado ao Roda), Jamie Maclaren (A, dispensado), Andy Keogh (A, dispensado).

Abalado com a grave crise financeira sofrida na última temporada, que inclusive o tirou uma vaga nos playoffs da AFC Champions League e a oportunidade de disputar o Finals Series, o Perth Glory, clube da costa oeste da Austrália, tentará em 2015/2016 um novo recomeço.

A solução para isso, todavia, não parece ser das mais adequadas, mas tem potencial para dar certo: trouxe diversos jogadores, alguns deles bem experientes. Provou que levou a sério o termo “recomeçar” e que tentará, forçadamente, dar uma nova cara à sua equipe.

Forçadamente porque, embora o clube tenha ido muito bem na última temporada, a crise – e as consequentes eliminações – fizeram com que vários atletas ficassem desmotivados, e deixassem o Glory na última janela. Para você ter noção, do time que entrou em campo contra o Wanderers na última rodada da A-League 2014/2015 para o time que jogou contra o mesmo Wanderers pelas quartas da Copa da Austrália, apenas quatro atletas estiveram em campo em ambos os confrontos: Dulbic, Risdon, Thwaite e Garcia.  É o Glory com nova cara – e os mesmos objetivos – nesta temporada.

Sydney 

Técnico: Graham Arnold;

Destaque: Alex Brosque (atacante)

Fique de olho: Rhyan Grant (meia)

Temporada passada: 2º / Vice-campeão do Grand Final;

Copas asiáticas: AFC Champions League (classificado para a fase de grupos);

Objetivo:  título

Chegadas: Ivan Necevski (G, Rockdale City Suns), Riley Woodcock (D, Perth Glory), Zachary Anderson (D, Central Coast Mariners), Andrew Hoole (M, Newcastle Jets), Brandon O’Neill (M, Perth Glory), Miloš Ninković (M, Evian), Alex Mullen (M, Mars Hill University), Filip Hološko (A, Besiktas), Matt Simon (A, Central Coast Mariners);

Saídas: Ivan Necevski (G, dispensado), Saša Ognenovski (D, dispensado), Nikola Petković (D, Westerlo), Peter Triantis (M, dispensado), Nick Carle (M, dispensado), Hagi Gligor (M, dispensado), Terry Antonis (M, PAOK), Marc Janko (A, Basel), Corey Gameiro (A, atacante), Bernie Ibini (A, Shanghai SIPG).

Importantes baixas fazem com que as previsões para este começo de temporada não seja tão animador para o Sydney. Vindo de ótima campanha em 2014/2015, a equipe comandada por Graham Arnold perdeu dois de seus pilares que o fizeram terminar como vice-campeão da liga e copa no ano passado: Marc Janko, artilheiro com 16 gols, e Bernie Ibini-Isei, jovem promessa do clube com apenas 22, rumaram para a Suíça (Basel) e Bélgica (Club Brugge), respectivamente.

Tudo bem, vários (e até bons) reforços chegaram para tentar compensar estas pesadas ausências, mas ainda demandará tempo para que eles se familiarizem com o clube. Estes pontos que o Sydney poderá perder neste ‘ganho de corpo’ previsto para o começo do campeonato poderão ser cruciais lá na frente – pensando na liga e em vaga direta para as semifinais do mata-mata. Pegando somente Finals Series (o que não é tão difícil), sendo mata-mata, a história pode mudar drasticamente.

O começo pode ser desanimador, no entanto, três meses é bastante tempo para que haja um pouco de entrosamento, e as perspectivas para a próxima edição da Champions League são boas. Dependendo do grupo, dá pra sonhar com mata-mata – embora a prioridade seja a A-League.

Wellington Phoenix 

Técnico: Ernie Merrick;

Destaque: Roy Krishna (atacante);

Fique de olho: Michael McGlinchey (meia);

Temporada passada: 5º lugar – Eliminatórias do Finals Series

Copas asiáticas: não se classificou;

Objetivo:  Finals Series

Chegadas: Troy Danaskos (D, Sydney Olympic), Jeffrey Sarpong (M, sem contrato); Blake Powell (A, APIA Leichhardt Tigers);

Saídas: Michael Boxall (D, SuperSport United), Josh Brindell-South (D, dispensado), Jason Hicks (M, dispensado), Tyler Boyd (A, Vitória de Guimarães); Kenny Cunningham (A, dispensado); Joel Griffiths (A, dispensado), Nathan Burns (A, FC Tokyo).

Se você gosta de comparações com outros campeonatos, vamos lá: o Wellington Phoenix é como se fosse o Swansea da A-League – joga o campeonato australiano, mas é da Nova Zelândia (assim como os Cisnes jogam a Premier League, mas são de Gales). E as comparações entre ambos não param por aí não: se na Inglaterra o Swansea luta por, no máximo, uma Europa League, na Austrália o Wellington Phoenix luta por, no máximo, uma vaguinha no Finals Series – mas sem ir tão longe, só mesmo para estar dentro da festa.

Nesta temporada, as Fênix da Nova Zelândia mais dispensaram do que trouxeram (saíram sete e chegaram apenas três para suprir), o que nos leva a crer que dificilmente conseguirá almejar algo mais do que uma eliminatória de Finals Series. Sem muitas perspectivas.

Western Sydney Wanderers 

Técnico: Tony Popović (aquele);

Destaque: Brendon Šantalab (atacante);

Fique de olho: Mark Bridge (meia);

Temporada passada: 9º lugar;

Copas asiáticas: não se classificou;

Objetivo:  Finals Series

Chegadas: Andrew Redmayne (G, Melbourne City), Scott Jamieson (D, Perth Glory), Scott Neville (D, Newcastle Jets), Jacob Pepper (M, Newcastle Jets), Andreu (M, Racing Santander), Mitch Nichols (M, Cerezo Osaka), Dimas (M, sem contrato), Alberto (M, sem contrato), Dario Vidošić (M, Sion), Federico Piovaccari (A, sem contrato);

Saídas: Ante Covic (G, dispensado), Antony Golec (D, dispensado), Adrian Madaschi (D, dispensado), Yūsuke Tanaka (D, dispensado), Matthew Spiranovic (D, Hangzhou Greentown), Sam Gallaway (D, dispensado), Yianni Perkatis (M, Blacktown City), Iacopo La Rocca (M, dispensado), Nick Ward (M, dispensado), Jason Trifiro (M, dispensado), Nick Kalmar (M, dispensado), Mateo Poljak (M, dispensado), Tomi Juric (A, dispensado), Nikita Rukavytsya (A, dispensado), Kerem Bulut (A, dispensado), Yojiro Takahagi (A, dispensado), Steve Kuzmanovski (A, dispensado), Labinot Haliti (A, dispensado).

Gosto muito de dizer que, na temporada passada, tivemos um “trio parada dura” passando vergonha em terras aborígenes. O Wanderers não só se junta ao clube formado por Brisbane e Mariners como também o lidera.

Assim como o Roar, eles também fizeram brilhante campanha na temporada 2013/2014. Brilhante não, magnífica, esplêndida, para um clube recém-fundado (nasceu apenas em 2012). Foram vice-campeões da fase de liga e, no Finals Series, chegaram ao Grand Final, perdendo a decisão, assim como na divisão anterior, para o Brisbane. Já estava ótimo.

No entanto, na temporada seguinte, uma vergonha – ainda maior que a do Roar. Apenas 17 pontos em 18 jogos, e um nono lugar, um ponto à frente dos Jets. Está ruim? Calma, pode piorar. Acredite se quiser: o Western Sydney Wanderers é o atual campeão da Champions League. Exatamente. São os atuais donos do continente. E passaram vergonha não só na A-League, mas também na atual edição da liga (onde defendiam seu título), caindo na fase de grupos – foi a primeira equipe da história da ACL que venceu em uma temporada e na outra ficou nos grupos. Exatamente como foi com o Chelsea, em 2012/2013 e 2013/2014.

Sorte que, na Austrália, a A-League ainda é mais valorizada que a Champions League, e este acontecimento (que para nós soa como um vexame), lá não despertou tanto burburinho. Poderia até ser uma desculpa para eles terem tirado o pé, mas não: tentaram defender o título e caíram por incompetência. Da glória máxima ao inédito vexame. Tão novo e tantas experiências vividas.

Bruno Secco é estudante de Jornalismo. Foi editor de futebol alemão e holandês na VAVEL Brasil e cofundador da VAVEL Portugal. Atualmente, trabalha no Jornal A Tribuna (de Santos) e assina o Blog do Bayern de Munique no ESPN FC (projeto da ESPN Brasil), além de contribuir também com o Doentes Por Futebol. Siga o autor no Twitter: @brunosec


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