A grande notícia ao River Plate nesta semana foi mesmo a permanência de Marcelo Gallardo. Apesar das especulações, o comandante garantiu o “fico” para 2020. E nada melhor que celebrar a continuidade da maneira que o treinador mais gosta: erguendo taça. A Copa Argentina pode não ter sido o maior título possível aos millonarios neste final de ano, mas ofereceu a festa e ampliou o momento vencedor em Núñez. Favoritíssimo contra o modesto Central Córdoba, o River derrotou os oponentes por 3 a 0 em Mendoza.

Parece que as feridas abertas pela final da Libertadores contra o Flamengo já cicatrizaram. Afinal, o domingo passado no Monumental foi surreal. O River Plate decidiu comemorar de maneira espalhafatosa o primeiro aniversário do título sobre o Boca Juniors no Santiago Bernabéu. Foi um evento deveras exagerado, mas que ao menos pareceu erguer os ânimos da equipe para a decisão desta sexta-feira. Após o acesso recente à primeira divisão e a campanha em que derrubou Lanús e Estudiantes nos mata-matas, o Central Córdoba já parecia ter feito demais na Copa.

Durante o início da partida no Estádio Malvinas Argentinas, ainda assim, o Central Córdoba equilibrou as ações. O clube de Santiago del Estero fazia o maior jogo de sua história e colocava toda a sua energia em campo. Não à toa, deu trabalho a Franco Armani, que realizou duas ótimas defesas. No entanto, dominando a posse de bola, o River abriu o placar aos 31 minutos. Nacho Scocco parou no goleiro a primeira vez, mas aproveitou o rebote imediatamente para encobrir Diego Rodríguez e correr para o abraço.

Já no segundo tempo, o Central Córdoba caiu de ritmo e o River Plate construiu sua tranquilidade no placar. Scocco deu um lindo passe para Nacho Fernández assinalar o segundo aos 23. E o próprio Fernández seria o garçom do terceiro, quatro minutos depois, fazendo fila e entregando para o garoto Julián Álvarez apenas escorar. Melhor em campo, o Nacho Fernández recebeu rasgados elogios de Gallardo por sua atuação.

Na comemoração, o River Plate de novo preferiu tirar sarro do Boca Juniors. As provocações se repetiram no pódio. Este foi o 11° título dos millonarios sob as ordens de Marcelo Gallardo, que já representa um sexto das 66 taças erguidas pelo clube em toda a sua história. Além disso, o time de Núñez diminui a distância em relação aos xeneizes, que possuem apenas duas conquistas a mais, nacionais ou internacionais – 68 no total. A era vitoriosa sobre as ordens do Muñeco proporciona este orgulho.