Quando deixou o Santos, em 2013, o goleiro Rafael tinha bons augúrios sobre sua carreira: já recebera uma chance na Seleção Brasileira, fora titular do Peixe nos anos anteriores – e tendo algumas atuações de destaque (como nas oitavas de final contra o América do México, pela Libertadores de 2011) -, parecia um nome com grande ascensão nos anos que viriam. Só que fatores como lesões e preferências de técnicos frearam o caminho do brasileiro no Napoli. Caminho que recebeu novo impulso neste domingo, com a confirmação da transferência de Rafael para a Sampdoria. Afinal de contas, Rafael terá o que não tinha em Nápoles: chances de pegar a titularidade para não mais largá-la.

No clube partenopeu, o arqueiro até começou bem, recebendo algumas chances no Campeonato Italiano e na Liga dos Campeões (jogou numa vitória por 2 a 0 sobre o Arsenal, em 2013/14). Todavia, em fevereiro de 2014, um rompimento do ligamento cruzado anterior sofrido contra o Swansea, na Liga Europa, tirou o brasileiro do resto da temporada, abrindo caminho para que Pepe Reina ocupasse a vaga de titular. Rafael voltou, e ainda teve outra chance: ´com a saída de Reina para o Bayern de Munique e o prestígio que lhe foi dado pelo técnico Rafa Benítez, foi titular em grande parte da temporada 2014/15. Só que Reina voltou ao Napoli, para ficar. Impondo sua experiência, o espanhol agradou à torcida napolitana. E Rafael recebeu pouquíssimas chances nas temporadas seguintes: foram apenas dois jogos em 2016/17, e mais nada.

Na Samp, o caminho está reaberto. Com a ida de Emiliano Viviano para o Sporting, Rafael poderá disputar posição com Vid Belec – e em condições de ser titular. Se conseguir, e se as lesões não o atrapalharem (algo que ocorre desde 2012, com o problema que o tirou do torneio olímpico de futebol masculino), quem sabe o paulista de Sorocaba possa ganhar a sequência que outros contemporâneos seus tiveram em suas carreiras. É esperar e ver o que acontece.


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