Um amistoso contra o Egito, em 14 de novembro de 2011, foi a última vez que Lucas Leiva entrou em campo com a camisa da seleção brasileira, ainda com Mano Menezes. No período entre aquela vitória por 2 a 0 e esta quinta-feira, quando Luiz Felipe Scolari chamou o jogador do Liverpool pela primeira vez, o volante passou por duas lesões complicadas e viu 28 partidas do Brasil de longe.

Felipão testou Jean, do Fluminense, Arouca, do Santos, Paulinho, do Tottenham, Fernando, do Shakhtar Donetsk, e Ralf, do Corinthians, na posição de volante com mais responsabilidade defensiva do time antes de fixar Luiz Gustavo para a Copa das Confederações. O desempenho foi satisfatório e ele continuou titular nos três amistosos da seleção desde o torneio. Mesmo trocando o Bayern de Munique pelo Wolfsburg, parece ter a confiança do treinador gaúcho e é um dos nomes praticamente confirmados para a Copa do Mundo de 2014.

O reserva está indefinido, e Lucas contorna a última curva antes da linha de chegada com mais fôlego que os seus concorrentes. Está há seis anos na Inglaterra e, quando não esteve lesionado, manteve um alto nível de atuação.

Foi eleito pela torcida do Liverpool o melhor do time na temporada 2010/11, quando foi, pela primeira vez, o jogador com mais desarmes no Campeonato Inglês. O ano seguinte foi prejudicado por uma séria lesão no joelho, que o afastou por seis meses. Em 2012/13, novamente foi o melhor roubador de bolas da Premier League, apesar de um novo período machucado, desta vez de aproximadamente 60 dias.

Ele jogou todos os minutos do Liverpool na atual edição do Inglês. Vem com média de 5,2 desarmes por jogo – a quarta do torneio – e tem a melhor porcentagem de acerto de passe da equipe, a maioria deles curtos, claro, mas arrisca alguns lançamentos mais difíceis. Lucas destacou-se no Grêmio justamente por ser um volante que chegava com qualidade no ataque. Na Inglaterra, adaptou-se à posição mais defensiva do meio-campo para segurar a barra do capitão Steven Gerrard e desempenha essa função com qualidade.

Sem lesões e mantendo alto nível de atuações, tem fôlego para chegar em segundo lugar na corrida para ser o primeiro volante da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. Com alguma sorte e um bom sprint final, pode até vencer.