Se a Premier League é o campeonato mais competitivo do mundo, esta temporada ele promete ser ainda mais. Até o momento, € 630 milhões foram gastos com o intuito de reforçar os times na disputa por uma das taças mais cobiçadas da Europa. Nomes de peso deixaram as ligas nas quais costumavam atuar para jogar na competição em que a imprevisibilidade sempre se faz presente. A última temporada que o diga. Mas as grandes estrelas não estarão só em campo. Em 2016/17, os maiores destaques da Premier League também estarão no banco. Orientando os craques que chegaram de outros torneios, os que mudaram de clube dentro da própria Inglaterra e os que apenas estavam sob outro comando.

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Em relação a treinadores, Pep Guardiola e José Mourinho foram as contratações mais badaladas da Premier League 2016/17. Como se não bastasse ter dois dos mais célebres profissionais do meio técnico na mesma liga, ambos estarão a beira do campo em um clássico que costuma ser eletrizante a cada vez que é disputado. Tudo bem, pode parecer só mais um capítulo de um livro já conhecido, já que isso aconteceu na Espanha anteriormente. O espanhol e o português passaram pouco mais de dois anos se enfrentando em La Liga. Um como treinador do Barcelona, outro, do Real Madrid. Mas este tem tudo para ser a parte mais incrível da narrativa de ambos os técnicos.

Agora, a rivalidade se torna ainda mais acirrada por se tratar de oponentes da mesma cidade. E pelos dois terem em mãos peças muito, mas muito fortes para trabalharem com autenticidade e audácia, no melhor estilo Guardiola e Mourinho. Será curioso ver se Pep conseguirá reparar os problemas defensivos aos quais o Manchester City esteve exposto ao longo da última temporada mesmo sendo um cara que pede até para o goleiro sair jogando. Bem como será interessante ver como Mou se sairá no desafio de tornar o United mais letal no ataque do que em 2015/16, na campanha em que os Red Devils marcaram apenas 49 gols em 38 rodadas.

Jurgen Klopp, Antonio Conte

Além deles, Antonio Conte é um nome que promete fazer toda a diferença no banco de Stamford Bridge e de outros estádios ingleses. O italiano chega ao Chelsea depois de uma excelente campanha na Eurocopa com a seleção da Itália com a missão de salvar os Blues do risco de mofar no meio da tabela novamente. Mesmo com Mourinho no comando, o time de Londres caiu rispidamente desde que ganhou o quinto título do campeonato inglês de sua história. Portanto, Conte fica com compromisso de transpor a qualidade técnica que mostrou na Juventus e na Azzurra para o Chelsea, a fim de fazer com que a equipe inglesa seja capaz de brigar para levantar o caneco e volte às competições europeias.

Outro treinador que chega a um dos azuis da Inglaterra, o Everton, é Ronald Koeman, ex-Southampton e Ajax. O que se espera do holandês, por ter sido zagueiro enquanto jogador, é que ele conserte os problemas na defesa dos Toffees. Em 2015/16, o time de Liverpool tomou muitos gols e teve sua linha de fundo muito exposta ao ataque adversário. E ainda que contasse com John Stones (agora no Manchester City) no elenco, o segundo zagueiro mais caro do planeta, os números defensivos deixaram a desejar. Seamus Coleman e Leighton Baines, os laterais, também foram mal aproveitados, e a esperança também é Koeman saiba explorar a qualidade dos defensores e ensine técnicas de marcação aos meias.

Mauricio Pochettino, do Tottenham, Claudio Ranieri, do Leicester, e Slaven Bilic, do West Ham, são os que darão continuidade a trabalhos de bastante expressão realizados na última temporada. O primeiro esteve com o Spurs na briga pelo título da Premier League até três rodadas antes do fim do campeonato. Foi a verdadeira sombra dos Foxes. E embora Ranieri tenha sido espetacular guiando as raposas ao épico, o próprio reconhece que conquistar o bicampeonato será muito improvável. Mas não impossível. Afinal, estamos falando da Premier League. E como Mourinho disse, esta é a única liga que permite que histórias como a do Leicester aconteçam.

Britain Soccer FA Cup

Já Bilic será um nome interessante para continuar se notando principalmente na temporada que está por vir. O croata colocou os Hammers em evidência na temporada passada, fazendo com que o time terminasse em sexto lugar na tabela e classificado para o Liga Europa. Bilic é um técnico que além de muito carismático, costuma buscar resultado. E que, pelo menos em 2015/16, obteve. Fez um trabalho excelente com um bom elenco, mas que tem lá suas limitações. O treinador é um dos componentes do combo que fortalecem o West Ham para a próxima campanha na Premier League (bom técnico + novo estádio, que comportará um público duplamente maior do que no antigo + cotas de televisão).

Jürgen Klopp e Arsène Wenger também darão seguimento a seus trabalhos com Liverpool e Arsenal, respectivamente. Quer dizer, o alemão pretende continuar apostando no que deu certo e reparando o que não. Os Reds não fizeram uma boa campanha ano passado e no início deste, tendo terminado na oitava posição na tabela. Portanto, a curiosidade em relação ao compromisso de Klopp será ver se ele conseguirá resultados mais eficientes em sua segunda temporada no comando técnico do Liverpool. Quanto a Wenger, a expectativa é que o francês recoloque o Arsenal na disputa pela taça, já que na última temporada o time só foi vice-campeão graças a um tropeço histórico do Tottenham nos últimos suspiros de competição.

Das equipes que conseguiram acesso à Premier League deste ano, vale a pena prestar atenção no técnico do Middlesbrough, o ex-jogador e ídolo do Real Madrid Aitor Karanka. O treinador foi o grande responsável pela volta do Boro à elite do futebol inglês depois de sete anos e é um dos espanhois que o time contará nesta temporada. Claude Puel, anunciado pelo Southampton há dois meses, também é um técnico para se reparar. Depois de um bom trabalho no Nice, em que os Aiglons ficaram em quarto lugar e, assim como os Saints, alcançaram a Liga Europa, o francês assume a responsabilidade de seguir um trabalho que foi ótimo primeiro com Pochettino e depois com Koeman.

Além de todos os treinadores supracitados, a competição mais acirrada do planeta também terá a presença de Sean Dyche no comando do recém-promovido Burnley, Tony Pulis, no West Bromwich, Walter Mazzarri, no Watford, e Francesco Guidolin, no Swansea. Também David Moyes, com o Sunderland, Mark Hughes, com o Stoke City, Mike Phelan, com o Hull City, Alan Pardew, com o Crystal Palace, e Eddie Howe, com o Bournemouth. Destes, apenas Mazzarri e Guidolin se juntam à turma de técnicos não-britânicos (que estão todos a frente de clubes que são sempre favoritos ao títutlo) na Premier League. E é justamente essa internacionalização que faz dela o campeonato mais atrativo em termos de audiência e mercado.

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