O Aston Villa passou nove rodadas consecutivas na zona de rebaixamento, bem na reta final da Premier League, e 17 no total, mas, nesta terça-feira, viu a porta se abrir e não hesitou em cruzá-la. O campeão europeu mostrou a sua grandeza na hora certa, venceu o Arsenal por 1 a 0, no Villa Park, e, graças à goleada do Manchester City sobre o Watford, por 4 a 0, chegará à última partida da temporada dependendo apenas de si para permanecer na elite.

A batata-quente está agora no colo do Watford. Demitiu de maneira surpreendente, mas não muito chocante o seu terceiro treinador durante o fim de semana, depois de um suposto desentendimento entre Nigel Pearson e o dono Gino Pozzo. Ainda tinha uma certa gordura no saldo de gols. Só não podia perder de muito do Manchester City. E adivinhem o que aconteceu? Perdeu de muito do Manchester City.

Mais do que o placar, o assustador foi a maneira como o time do Watford parecia não perceber que, a cada gol que levava, se aproximava da Championship. Perder seria natural, mas os jogadores fizeram pouco esforço para minimizar os danos. Pareciam entregues. Sterling fez os dois primeiros gols, ainda na etapa inicial. Dominou o passe de Kyle Walker antes de encher o pé e marcou no rebote do pênalti que ele mesmo havia sofrido – e perdido.

O Manchester City seguiu em ritmo de treino e ampliou para 3 a 0 com Phil Foden, no rebote de um chute à queima-roupa de Sterling. Logo em seguida, Aymeric Laporte converteu a 19ª assistência de Kevin de Bruyne, agora a uma do recorde de Thierry Henry na Premier League. O  Watford nem tentou. Deu dois chutes a gol, ambos para fora.

Uma derrota do Watford por quatro gols de diferença era exatamente o que o Aston Villa precisava para sair da zona de rebaixamento se batesse o Arsenal por qualquer placar. Aos 26 minutos, ficou à frente com um bonito chute de Trezeguet, após Tyrone Mings desviar uma cobrança de escanteio na primeira trave.

Dentro das suas limitações, o Aston Villa deixou tudo em campo para manter a vantagem, com seus jogadores vibrando com divididas e desarmes, e quase ampliou, antes do intervalo, com um perigoso chute de Jack Grealish de fora da área.

O Arsenal não estava a passeio. Precisava vencer para continuar tendo chances de se classificar à Liga Europa por meio da Premier League. Quase empatou no começo do segundo tempo, mas Bukayo Saka, meio no susto, isolou uma bola que sobrou para ele dentro da área. A grande chance de matar o jogo caiu nos pés de Keinan Davis, aos 30 minutos, mas, após invadir a área livre pela esquerda, seu chute cruzado foi para fora.

O Villa levou um baita susto, dois minutos depois, quando Nketiah desviou um escanteio na trave e a bola continuou viva, mas se dirigiu às mãos de Pepe Reina. Mas o Arsenal não conseguiu ir muito além disso e agora não tem maias chances de alcançar o Tottenham, sétimo colocado da Premier League, e coloca todas suas fichas, de título e de vaga europeia, na final da Copa da Inglaterra que disputará contra o Chelsea, em 1º de agosto.

O Villa vê a luz no fim do túnel. A uma rodada do fim, está fora da zona de rebaixamento. Enfrenta o West Ham, virtualmente livre do rebaixamento pela grande vantagem no saldo de gols (-13 x -26 do Villa e -27 do Watford), enquanto o Watford mede forças com o Arsenal. Precisa pelo menos igualar o resultado dos Hornets para se salvar. Em caso de vitória dos dois, a sua pode até ser por um gol a menos de diferença porque tem um ataque melhor (40 x 34).

O Bournemouth ainda tem chances. Precisa ganhar do Everton na última rodada e torcer por derrotas de Watford e Aston Villa.

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