Na decisão do quinto lugar, Espérance aplica maior goleada da história dos Mundiais sobre Al-Sadd

Antes que o Mundial de Clubes começasse, Xavi deu uma entrevista ao site da Fifa dizendo que “não pensava muito no lado defensivo do jogo”. Bem, passadas três partidas de seu time na competição internacional, o espanhol possivelmente terá que rever conceitos na sequência de sua carreira como treinador. O Al-Sadd esteve distante de dominar o “espaço-tempo” no Mundial. Após sofrerem contra o amador Hienghène e serem derrotados pelo Monterrey, nesta terça os catarianos acabaram massacrados pelo Esperánce. Goleada por 6 a 2, na desimportante decisão do quinto lugar.

O Espérance levou a sério a partida em Doha e aplicou sua goleada ainda no primeiro tempo. Hamdou Elhouni abriu o placar e Anice Badri marcou duas vezes antes dos 25 minutos. O Al-Sadd até chegou a descontar com Baghdad Bounedjah, cobrando pênalti, mas Elhoni assinalou o quarto às portas do intervalo. O camisa 10, sobretudo, aproveitava-se da fragilidade da defesa adversária e maltratava os zagueiros com sua velocidade.

No segundo tempo, o terceiro pênalti da partida parecia dar ânimo aos catarianos, que diminuíram novamente com Hassan Al-Haydos. Breve ilusão: Elhouni completou sua tripleta e Sameh Derbali fechou o passeio nos minutos finais. O último gol, aliás, foi emblemático pela maneira como a defesa do Al-Sadd apenas assistiu à bola atravessar sua área, até que o oponente emendasse às redes.

Não é a vitória ampla que lava a honra do Espérance, mas ela confirma o Al-Sadd como maior decepção do Mundial até o momento. Os catarianos vinham de uma boa campanha na Liga dos Campeões da Ásia, registraram uma média absurda de gols na liga local e possuíam bons nomes no elenco, base de sua seleção nacional. O que se viu, porém, foi uma equipe com dificuldades para resolver seus jogos e muito exposta atrás. Esta foi a maior goleada da história dos Mundiais e também a terceira pior campanha de um clube anfitrião. Nada bom a Xavi.