Na melancólica reta final do trabalho de Arsène Wenger, o Arsenal era criticado por ser um time muito frágil nos grandes jogos, sem aquela vontade extra de vencer, sem coragem. Esse contexto concede à vitória deste domingo contra o Tottenham, por 4 a 2, uma importância que vai além do resultado. Porque, além de jogar muito bem, a equipe de Unai Emery foi intensa, brava e, com sucesso, correu atrás do resultado.

Não faltou vontade ao Arsenal. E sobrou bola. Os donos da casa foram superiores durante quase toda a partida, talvez a melhor sob o comando de Emery. Porque foi também contra o adversário mais difícil desde aquelas duas primeiras rodadas em que enfrentou Manchester City e Chelsea, ainda em um início de trabalho. Desde então, não houve mais derrotas.

Aubameyang, de pênalti, abriu o placar para o Arsenal. No entanto, em um intervalo de cinco minutos, o Tottenham pulou à frente. Um gol de cabeça de Eric Dier, aparecendo na primeira trave, que surpreendeu Leno. O volante comemorou pedindo silêncio ao Emirates e deu início a uma leve confusão.

E um pênalti – discutível – convertido por Harry Kane. O 2 a 2 não demorou muito tempo para sair. Bellerín soltou Ramsey, desde o campo de defesa. O toque foi para a entrada da área, onde Aubameyang pegou de primeira e mandou no canto de Hugo Lloris.

Como o rival, o Arsenal também marcou duas vezes em sequência. E com uma dose de sorte. Lacazette dominou na entrada da área, levou para a perna esquerda e bateu escorregando. Mas a bola desviou em Dier e entrou no cantinho de Lloris. Três minutos depois, Aubameyang deu o passe para Torreira entrar na área livre. O chute cruzado matou a partida.

O Tottenham ainda teve um jogador expulso, quando Jan Vertonghen levou o segundo cartão amarelo, o que permitiu ao Arsenal apenas administrar o resto do jogo. Tocando a bola com muita qualidade e ouvindo o olé da torcida. Uma vitória emblemática no dérbi do norte de Londres que, além dos três pontos, enche os comandados de Emery de moral.

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