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Vão ter que esperar: Fifa adia mudanças em seu estatuto

A tentativa de abertura nos processos administrativos da Fifa demorará um pouco mais para sair. Em reunião realizada nesta quinta-feira, o Comitê Executivo não chegou a um acordo nas discussões sobre tempo de mandato e limite de idade dos dirigentes que fazem parte da entidade. A decisão sobre as mudanças deverão ser postergadas para maio, quando acontece o congresso anual da Fifa, nas Ilhas Maurício.

Theo Zwanziger, chefe da força tarefa montada para alterar os estatutos, afirmou que conta com o apoio do presidente Joseph Blatter: “Temos pontos de vista divergentes e o presidente Sepp Blatter disse que deveríamos discutir o tema abertamente no congresso. Eles querem um limite de mandato, um limite de idade ou ambos?”.

Entre as mudanças planejadas estão o limite de idade de 72 anos para os candidatos ao Comitê Executivo e limite de dois mandatos de quatro anos cada. Membros da Uefa entraram em desacordo com as transformações nesta quarta, pleiteando um primeiro mandato de oito anos, bem como uma possível reeleição de quatro.

Ao menos, uma nova medida foi aprovada pelo Comitê Executivo: o presidente da Fifa e os outros membros da entidade precisam passar por verificações de integridade antes de assumirem os cargos. Resta saber o quão restrito será este processo.

Também nesta terça, Blatter reiterou outra novidade para as próximas eleições da Fifa, ao não tentar sua quinta reeleição: “Eu não continuarei no cargo desde que haja ao menos um candidato preparado a continuar meu trabalho. O mais importante para mim é que a pessoa que assumirá a Fifa faça isso com o espírito de globalização do futebol que temos desenvolvido nos últimos anos”.

Sobre o substituto, o suíço abriu caminho para Michel Platini, presidente da Uefa, e Ángel Maria Villar, presidente da federação espanhola: “Platini poderia ser um possível sucessor, começamos juntos em 1998. Por outro lado, Angel Villar tem uma longa carreira e bons contatos na América e na África, também poderia ser um bom candidato. Não sei se há um acordo entre Platini e Villar nesses assuntos sobre Fifa e Uefa, mas, de qualquer maneira, as eleições de 2015 serão abertas e democráticas”.

É sempre bom se manter desconfiado sobre as boas intenções dos dirigentes da Fifa, mas não custa ter uma esperança. Depois das seguidas provas de corrupção da entidade, Blatter encarnou o papel de bom samaritano e está tentando se manter afastado de toda a sujeira. É impossível afirmar que o suíço se regenerou, mas, se servir para diminuir a podridão na Fifa, já está valendo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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