Estados UnidosFrançaMundo

Filho de Weah joga no PSG e sonha levar Estados Unidos ao título do Mundial sub-17

Um dos grandes craques dos anos 1990 no futebol europeu foi George Weah. O liberiano se tornou o primeiro jogador de fora da Europa a receber a Bola de Ouro, da revista France Football. No mesmo ano, também venceu o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa. E o seu filho, Timothy Weah, segue os passos do pai, aos 17 anos. O jogador também é atacante, mas com uma diferença em relação ao pai: é nascido em Nova York, nos Estados Unidos, e defende a seleção americana. Está no grupo que irá à Índia para o Mundial sub-17, em outubro.

LEIA TAMBÉM: Golaço, pênalti sofrido, assistência, carretilha: Neymar só não fez chover na goleada do PSG

“Meu pai tem um impacto imenso em tudo que eu faço, seja envolvendo futebol ou a vida em geral”, afirmou o Timothy Weah, em entrevista à Fifa. “Ele me dá dicas em como se tornar um jogador melhor e para sempre manter a minha cabeça no lugar. Ele me diz incentiva a continuar se esforçando e o céu é o limite, seja quem você quer ser e nunca desista. Nós temos um ótimo relacionamento”, contou ainda o filho da lenda Weah.

George Weah se tornou um dos maiores jogadores dos anos 1990 atuando por alguns clubes bem importantes. Depois de começar a carreira na Libéria, no fim dos anos 1980, o jogador se transferiu para o Monaco de Arsène Wenger em 1988, onde conseguiu sucesso. Foi então que jogou pelo Paris Saint-Germain, de 1992 a 1995, novamente com grande sucesso. De lá, teve uma grande passagem pelo Milan, de 1995 a 2000, para depois jogar brevemente por Chelsea, Manchester City e encerrar a carreira no Al-Jazira, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Timothy Weah começou a sua carreira no clube da sua cidade, as categorias de base do New York Red Bulls. Só que logo foi detectado seu talento e, depois de um teste bem-sucedido em 2014, quando tinha 14 anos, se mudou para jogar pelo Paris Saint-Germain, clube que o pai brilhou. A família toda, que morava nos Estados Unidos, se mudou com ele para a França para apoiá-lo na carreira. Tim Weah assinou seu primeiro contrato profissional em julho deste ano, até 2020, com o clube de Paris.

“É meio louco porque quem poderia imaginar que eu acabaria no PSG, um time que meu pai jogou”, diz Tim Weah. “Poderia ser qualquer outro time, mas o PSG abriu a porta e é uma coincidência que eles me queiram. Eu aproveitei oportunidade de braços abertos e aprecio isso até hoje. Eles me tratam com muito respeito, com amor e carinho. É basicamente uma família. Eu amo isso neste clube e eu gostaria de ficar aqui pelos anos que virão”, disse o jovem jogador.

Em outubro, Tim Weah estará com a seleção americana no Mundial sub-17, na Índia, com altas expectativas. Para o filho do estelar jogador africano, a expectativa é que os Estados Unidos briguem pelo título, depois do vice-campeonato no torneio sub-17 da Concacaf. “Eu acho que foi muito bem porque foi o nosso primeiro torneio como um grupo”, declarou o jogador. “Foi um imenso ponto de virada para nós porque eu realmente vi que esse time pode ir a qualquer lugar e pode vencer grandes coisas, então nós precisamos seguir nesse torneio, ir para a Índia e ganhar o Mundial porque o nosso time sub-17 é capaz de grandes coisas”.

Os Estados Unidos estão no Grupo A, o mesmo dos anfitriões indianos. A estreia americana é justamente contra a Índia no dia 6 de outubro. Faz o segundo jogo com Gana, bicampeã mundial desta categoria. Por fim, enfrenta a Colômbia no dia 12 de outubro. “Eu quero que as pessoas pensem que nós somos a próxima grande equipe, o próximo time que irá fazer história, os garotos maravilha, os garotos que mudaram o futebol na América, o futuro. É isso que eu acredito que este time tem”, afirmou, confiante, Tim Weah. “Quando as pessoas ouvirem ‘EUA’, eu quero que pensem que estes garotos estão aqui a sério, não para só jogarem”.

A ambição de Tim Weah será posta à prova no Mundial sub-17. Os americanos tentarão surpreender. O melhor resultado da história da seleção sub-17 dos Estados Unidos veio em 1999, no Mundial da Nova Zelândia. Naquela edição, os americanos, que contavam com o prodígio Landon Donovan, só foram batidos na semifinal para a Austrália, nos pênaltis. Os australianos perderiam a final para o Brasil, que tinha Adriano (mais tarde chamado de Imperador) no ataque.

Mostrar mais

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo