O Chelsea não poderia ficar indiferente ao péssimo início na Premier League. A estreia na Champions League contra um time do porte do Maccabi Tel Aviv era a oportunidade perfeita para a equipe recuperar um pouco do moral perdido nas cinco rodadas realizadas até aqui no Inglesão. Mais do que isso, era uma chance de testar coisas diferentes no time, e José Mourinho fez exatamente isso. Trocou peças importantes da equipe titular e, com alguma tranquilidade, goleou os israelenses por 4 a 0 no jogo de abertura dos Blues na Liga dos Campeões.

VEJA TAMBÉM: Pare tudo o que você está fazendo para ver a pintura de Florenzi contra o Barcelona

Uma hora antes do pontapé inicial no Stamford Bridge, o Chelsea anunciou o time titular sem Courtois (contundido), Ivanovic, Terry, Matic e Diego Costa, estes quatro últimos por opção técnica de Mourinho mesmo. “Eu vou fazer algumas mudanças porque tenho que tentar uma dinâmica diferente. Vou tentar alguns rostos diferentes e também dar chances aos que não têm jogado. Tenho uma equipe muito boa e confio nos meus atletas”, explicou o treinador antes do início do duelo. No lugar dos cinco, jogaram Begovic, Baba Rahman (pela esquerda, com Azpilicueta deslocado para a direita), Loftus-Cheek e Rémy. O nível do adversário desta quarta-feira pesa na conta, é verdade, mas pelo menos o resultado foi garantido e um pouco de confiança foi resgatada dentro do elenco.

Fase de Hazard não é das melhores:

O início de jogo, entretanto, sugeria que, mais uma vez, os Blues teriam uma série de problemas com a qual lidar (de confiança, principalmente). Logo aos cinco minutos, Willian foi derrubado na área pelo goleiro Rajkovic, e o árbitro assinalou o pênalti. Na cobrança, Hazard isolou a bola sobre o travessão, ampliando a sensação de início com o pé esquerdo do belga na temporada. Para o alívio do Chelsea, menos de dez minutos depois o time sairia à frente. Aos 15, Willian levantou a bola na área em cobrança de falta e contou com um vacilo do goleirão do Maccabi Tel Aviv, que, mesmo sem o desvio de nenhum jogador e com a baixa velocidade com que a bola se aproximou, nada fez para evitar que ela balançasse a rede.

Willian conta com ajudinha do goleiro para abrir o placar:

Afetado pelo momento ruim, Hazard não criava tanto, e o jogador de melhor movimentação ofensiva dos Blues era mesmo o autor do gol que inaugurara o placar. Infelizmente para o time de Mourinho, Willian sentiu uma lesão pouco após seu gol, dando lugar a Diego Costa aos 23 minutos de jogo. O ritmo do Chelsea, que já não era espetacular, não teve melhora significativa no restante do primeiro tempo, mas o time ganhou a oportunidade de ampliar o placar ainda antes do intervalo. Aos 48, os Blues sofreram mais um pênalti, e, desta vez, Oscar assumiu a cobrança e não desperdiçou: 2 a 0.

O momento de maior empolgação para os torcedores do Chelsea veio no terceiro gol da equipe. Com o time um pouco mais solto graças à vantagem no placar e ao jogo tranquilo, o talento de Fàbregas e Diego Costa floresceu. O segundo, principalmente, precisava de um lance como o que protagonizou para ampliar a vitória dos Blues. Aos 13 do segundo tempo, o camisa 4 acertou belo cruzamento para o atacante, que, de primeira, acertou um belo sem-pulo no ângulo esquerdo de Rajkovic, com a jogada ficando ainda mais bonita pelo desvio no travessão: 3 a 0 para o Chelsea.

Diego Costa deixou o seu em grande estilo:

Após um contra-ataque fortuito puxado por Hazard, Fàbregas fechou a goleada por 4 a 0, aproveitando rebote de chute de Rémy e empurrando para o gol vazio. Um lance tão fácil que o espanhol sequer comemorou, mas o alívio em seu rosto era evidente.

O futebol do Chelsea não foi inspirador, e o resultado ainda não passa a certeza de que a sorte do time na temporada virou a partir desta quarta-feira, mas a constatação de que Mourinho está disposto a mexer na equipe, tirando do time medalhões que começaram muito mal a temporada, como Terry e Ivanovic, é algo positivo para os Blues. As atuações seguras de alguns dos novos atletas testados, como Rahman e Loftus-Cheek, por exemplo, e o reencontro de Diego Costa com as redes na Champions League (não marcava desde enfrentar o próprio Chelsea, pelo Atlético de Madrid) também são aspectos a serem destacados na estreia. Simbolicamente, ser o único inglês a vencer na primeira rodada da Champions League também não é nada mal.