O Pré-Olímpico sul-americano para os Jogos de 1980 foi disputado na Colômbia. O Brasil fez uma péssima campanha e terminou em quinto em um torneio com 7 seleções. Assim, pela primeira vez desde 1952, o Brasil ficava de fora do futebol olímpico por motivos técnicos.

Mas, pouco antes dos jogos de Moscou, os Estados Unidos decidiram boicotar o evento, levanto consigo uma série de países (a maioria sem grande expressão). O que afetou – e muito – o futebol. Na América do Sul, a Argentina renunciou à sua vaga. O terceiro colocado no Pré-Olímpico, o Peru, também aderiu ao movimento dos norte-americanos. Assim, ao lado da Colômbia, participou do futebol a Venezuela (!!!).

A série de boicotes não se limitou à Argentina. Os próprios Estados Unidos tinham vaga no futebol em Moscou. Em seu lugar foi Cuba. O mesmo ocorreu com Noruega (substituída pela Finlândia), Egito (Zâmbia), Gana (Nigéria), Malásia (Iraque) e Irã (Síria). Com isso, a competição ficou extremamente enfraquecida.

Para se ter uma ideia, Cuba, Kuait e Iraque passaram de fase! Ao lado da União Soviética, os caribenhos superaram Venezuela e Zâmbia no Grupo A. Enquanto isso, os kuaitianos ficaram na liderança ao lado da Tchecoslováquia, à frente de Colômbia e Nigéria. Os iraquianos foram melhores que Finlândia e Costa Rica, só perdendo para a Iugoslávia. Das seleções menos tradicionais, a única que merece algum crédito é a Argélia, que eliminou a Espanha e, na Copa de 1982, mostrou que tinha uma seleção realmente competitiva.

Foram as quartas-de-final mais previsíveis da história olímpica, com União Soviética x Kuait, Tchecoslováquia x Cuba, Alemanha Oriental x Iraque e Iugoslávia x Argélia. Basta ver a tradição das equipes para saber quem venceu os confrontos. Nas semifinais, a Alemanha Oriental provou que contava com uma boa geração e venceu por 1×0 a União Soviética, favorita por jogar em casa. A Tchecoslováquia passou pela Iugoslávia (2×0). Na final, os tchecoslovacos evitaram o bicampeonato dos alemães-orientais com um gol de Svoboda.

Para os Jogos de Los Angeles, o COI afrouxou a proibição de profissionais, o que mudou drasticamente os critérios do futebol olímpico. Com isso, as seleções do Leste Europeu perderam terreno e deixaram de ser as únicas forças da modalidade nos Jogos.

FICHA TÉCNICA
Tchecoslováquia 1×0 Alemanha Oriental
Local: estádio Luzhniki (Moscou-URS)
Público: 70 mil
Árbitro: Azim Zade (União Soviética)
Tchecoslováquia: Seman; Mazura, Macela, Radimec e Rygel; Rott, Berger e Stambachr; Vizek (Svoboda), Licka e Pokluda (Nemec)
Alemanha Oriental Rudwaleit; Muller, Hause (Liebers), Trieloff e Ullrich; Schnuphase, Terletzki e Steinbach; Baum, Netz e Kuhn
Gol: Svoboda (33/2º)

Classificação final: 1º Tchecoslováquia, 2º Alemanha Oriental, 3º União Soviética, 4º Iugoslávia, 5º Kuait, 6º Iraque, 7º Cuba, 8º Argélia, 9º Finlândia, 10º Espanha, 11º Colômbia, 12º Venezuela, 13º Nigéria, 14º Síria, 15º Zâmbia, 16º Costa Rica.

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