O ex-presidente do Olympique de Marseille, Pape Diouf, morreu, segundo anunciado nesta quarta-feira pelo clube francês. Aos 68 anos, o ex-dirigente sofria após ser contaminado pelo novo coronavírus e desenvolveu a COVID-19. Tristemente, Diouf se tornou a primeira vítima falta do novo coronavírus no seu país. Ele foi internado e apresentava um quadro de problemas respiratórios. Morreu nesta quarta-feira. Ele estava sendo tratado no Senegal, país onde foi criado depois de nascer no Chade.

“O Olympique de Marseille foi informado com grande tristeza da morte de Pape Diouf. Pape permanecerá para sempre nos corações dos marselheses como um dos grandes artesãos da história do clube. Nossas condolências à sua família e pessoas amadas”, diz um comunicado do clube.

“Nada parecia predestinar este homem de letras, visceralmente ligado às suas raízes africanas, a tornar-se, em meados dos anos 2000, no primeiro e único presidente negro a liderar um grande clube europeu de futebol”, descreve o Le Parisien. “É uma observação dolorida como a sociedade europeia e, acima de tudo, francesa, exclua minorias étnicas”. O site ainda o descreve como  alguém “que teve mil vidas, um destino singular e atípico”.

Diouf se tornou o primeiro negro a ser presidente de um grande clube europeu quando assumiu o cargo no Marseille em 2005. Antes de ser dirigente, foi jornalista e empresário de jogadores de futebol. Entre os seus clientes mais conhecidos estavam Marcel Desailly, Basile Boli, William Gallas, Samir Nasri e Didier Drogba.

A Ligue de Football Professionnel (LFP), que organiza as principais ligas da França, divulgou nota lamentando a morte do ex-presidente do Marseille. “Jornalista, empresário, presidente do Olympique de Marseille, Pape Diouf dedicou a sua vida inteira a serviço do futebol. Um membro do conselho administrativo da LFP de setembro de 2007 a junho de 2009, Pape Diouf será lembrado como um diretor apaixonado e carismático”.

“Hoje o futebol francês perdeu um grande homem. Minha tristeza é grande hoje. Descanse em paz”, afirmou o ex-atacante Djibril Cissé. “Um grande presidente, mas acima de tudo, um grande homem, que sempre representou tão bem o Marseille e seus valores. Uma grande perda para o futebol francês e o continente africano. Descanse em paz”, escreveu Benjamin Mendy, hoje no Manchester City.