Apesar de ter ficado fora da final da Copa de 1958, Nilton De Sordi é sim um dos grandes jogadores daquele Brasil campeão em terras suecas.

Ex-jogador do XV de Piracicaba, São Paulo e União Bandeirante, De Sordi morreu aos 82 anos, por falência múltipla dos órgãos, na noite deste sábado, no Paraná. Refém do Mal de Parkinson, o lateral-direito não conseguiu mais lutar contra a sua saúde frágil.

Formado na base do XV de Piracicaba, De Sordi começou em 1949 sua carreira e muito cedo era reconhecido por sua postura de exímio marcador e defensor daqueles que não abandonavam o setor. Apesar da baixa estatura, não dava trégua para os atacantes adversários nas bolas pelo alto.

Em 1952, três anos depois de começar como profissional, assinava com o São Paulo, onde se consagrou e virou lenda não só do clube, mas como da Seleção Brasileira. Passou 13 anos no Tricolor e lá também virou presença frequente na Seleção a partir de 1955. Teve bons anos pelo São Paulo, onde foi bicampeão paulista em 1952 e 57. Ficou no clube até 1965, quando saiu para o União Bandeirante e se aposentou em 66.

Jogou quase toda a Copa do Mundo de 58, deixando Djalma Santos no banco. Entretanto, perdeu lugar na decisão sendo barrado pelo departamento médico. A comissão alegava que De Sordi estava nervoso demais para jogar a final contra a Suécia. Quis o destino que Djalma ocupasse a sua vaga e fosse considerado como melhor jogador da posição no torneio. O Brasil foi campeão vencendo os suecos por 5 a 2.

Se hoje parece ser tão difícil encontrar algum talento na posição, antigamente até os menos técnicos jogavam com mais facilidade do que os de hoje. Não De Sordi, que esteve entre os grandes. Deixou um legado que foi pouco aproveitado pelos seus sucessores e isso jamais poderia acontecer num país que é reconhecido por lançar alguns dos jogadores mais brilhantes do mundo. Precisamos lembrar e respeitar mais estes craques de ontem. Pois eles têm muito a ensinar sobre as grandes glórias do nosso futebol.