Quando Wu Lei surgiu ao futebol, já era visto como um fenômeno. Cria de uma das principais academias da China, criada pelo veterano Xu Genbao, o atacante despontou logo cedo no clube ligado ao projeto. Sua estreia como profissional aconteceu em 2006, um mês antes de completar 15 anos de idade, pela terceira divisão local. E logo o adolescente se tornaria uma das referências do Shanghai Dongya, que subiu à segundona em 2008 e estreou na elite em 2013. Neste momento, a agremiação passou a ser bancada pelo grupo SIPG, que administra o porto de Xangai. O rebatizado Shanghai SIPG virou uma das potências da Super League, sempre com Wu Lei entre seus destaques. E o ápice se deu neste ano: autor de 27 gols em 29 jogos, ele conquistou o título nacional com seu time, interrompendo a hegemonia do Guangzhou Evergrande. Chegou à Copa da Ásia na ponta dos cascos. E já apresenta seu faro de gol no torneio. Nesta sexta, o camisa 7 comandou a vitória chinesa sobre as Filipinas por 3 a 0, anotando duas pinturas.

Após passar pelas seleções de base, Wu Lei estreou pelo time principal da China aos 18 anos, em 2010 – quando ainda atuava na segunda divisão com o Shanghai Dongya. No entanto, a chegada do clube à primeira divisão se combinou com a afirmação do jovem como titular na seleção chinesa. A partir de 2013, ele virou uma das principais opções ao time, mas sem demonstrar o faro de gols visto em Xangai. Nas últimas Eliminatórias para a Copa, por exemplo, o destaque só balançou as redes três vezes. Todavia, já demonstrara uma fome de gols maior nos amistosos recentes. E passou a deslanchar contra os filipinos. Foi o grande nome no triunfo, que confirmou a China nas oitavas de final do torneio continental.

Marcello Lippi viu seu time se apresentar de maneira bem mais consistente nesta segunda rodada, após a apertada vitória sobre o Quirguistão na estreia. Nesta sexta, depois de um bom começo de jogo das Filipinas, a China abriu o placar aos 40 minutos. Viu o primeiro golaço de Wu Lei: o camisa 7 dominou na entrada da área e logo se virou para um lindo chute por cobertura, sem qualquer chance de defesa. O goleiro Yan Junling fez boas defesas, até que Wu Lei aumentasse a contagem aos 21 do segundo tempo. Após uma cobrança de falta lateral, o artilheiro acertou um plástico sem-pulo. E a vitória se consumou aos 35, a partir de uma cobrança de escanteio na qual a zaga filipina falhou e Yu Dabao teve liberdade para concluir, logo após sair do banco.

Com seis pontos, a China será acompanhada à próxima etapa pela Coreia do Sul, que também venceu os seus dois primeiros jogos. Mas, diferentemente dos vizinhos, os sul-coreanos seguem sem empolgar. O time de Paulo Bento foi bem mais agressivo, apesar de alguns sustos do Quirguistão no primeiro tempo. Todavia, perdeu um caminhão de gols no triunfo por 1 a 0. O tento da vitória saiu aos 40 minutos, em uma cabeçada de Kim Min-jae. Além disso, a Coreia do Sul desperdiçou duas chances claríssimas com a meta aberta, uma delas triscando o travessão, e o centroavante Hwang Ui-jo também carimbou o travessão duas vezes. Na última rodada, chineses e sul-coreanos decidirão a liderança do Grupo C.

O outro jogo desta sexta foi válido pelo Grupo B e marcou a recuperação da Austrália. Depois da derrota para a Jordânia, os Socceroos foram bem mais acesos e conseguiram bater a Palestina por 3 a 0, sem grandes problemas. O jogo aéreo, principalmente, funcionou aos australianos. Dominando a posse de bola e aproveitando a movimentação de seu trio de ataque, a Austrália abriu o placar aos 18 minutos, em cruzamento de Tom Rogic para Jamie Maclaren desviar de cabeça. Dois minutos depois, mais uma bola pelo alto encontrou Awer Mabil livre na área para escorar. E o time de Graham Arnold continuou buscando mais, até fechar a conta aos 45 do segundo tempo. Apostolos Giannou foi mais um a ratificar a qualidade do jogo aéreo. Com três pontos, a Austrália pegará a Síria na última rodada, com os oponentes dependendo da vitória. Já a Palestina, com um ponto, tenta sobreviver diante da classificada Jordânia.