Para quem é fã de álbuns da Copa, ele está lá, em 1994. É só procurar no Grupo A, nas páginas da Colômbia. Abaixo de Asprilla, ao lado de Trellez. Próximo também da cabeleira de Valderrama e do falecido Andrés Escobar. Faryd Mondragón foi ao Mundial dos Estados Unidos às vésperas de completar 23 anos. E, mesmo permanecendo na reserva de Óscar Córdoba durante os três jogos da competição, o goleiro está prestes a fazer história.

Aos 42 anos, Mondragón continua em ação pelo Deportivo Cali e a serviço dos Cafeteros. São 20 anos da primeira convocação ao chamado mais recente à seleção, para as rodadas finais das Eliminatórias. Se for convocado para o próximo Mundial, o goleiro baterá Roger Milla como jogador mais velho da história do torneio. Além disso, abrangerá seis edições de Copa entre a sua primeira e a última aparição. Um recorde, conforme destacado por El Dato Futbolero.

 

MondragonApesar do longo período, Mondragón não quebrará o recorde de participações em Copas do Mundo. Além de 1994, o arqueiro só esteve presente também em 1998, já que os colombianos não conseguiram a classificação para os últimos três mundiais. A marca continua com Antonio Carbajal e Lothar Matthäus, ambos com cinco Mundiais no currículo.

Ainda assim, a façanha de Mondragón é raríssima. Para se ter uma ideia, dentre os jogadores com mais de 100 partidas por seleções, apenas três atuaram em um período que abrangesse seis Copas: Pat Jennings, Jari Litmanen e Hossan Hassan. Desses, quem ficou mais perto da marca é Jennings. O goleiro norte-irlandês disputou o Mundial de 1986 aos 41 anos, mas em 1966 sua seleção ficou a um ponto da classificação nas Eliminatórias. Mark Schwarzer também deve fazer o mesmo em 2014, sendo que a Austrália parou na repescagem em 1994.

Ao lado, a histórica figurinha do ‘menino Faryd’. Abaixo, a comemoração de Mondragón após a conquista da vaga:

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