O domingo parecia mais um daqueles que o torcedor do Manchester United não aguenta mais. Uma atuação ruim, time perdendo e a sensação de mais uma derrota se aproximando. O Sheffield United fez 1 a 0 no primeiro tempo, ampliou no segundo e o desânimo parecia grande. Eis que tudo mudou em sete minutos. Dos 27 minutos até os 34, o United contou com os garotos da sua categoria de base para virar para 3 a 2. Seria uma vitória épica, mas eis que, aos 44 minutos, os Blades empataram o placar, o que terminou em um improvável 3 a 3, um jogo típico da Premier League. Um jogaço no estádio Bramall Lane, que certamente será lembrado por muito tempo.

O primeiro tempo foi de um time só. O Sheffield United foi muito melhor em campo, criou mais chances e, aos 19 minutos, abriu o placar. Em um lançamento longo, Lys Mousset ganhou no corpo do zagueiro Phil Jones, cruzou para a área, John Lundstram chutou, a bola rebateu em John Fleck e entrou: 1 a 0. Foi o placar do primeiro tempo.

Com o time muito mal em campo, o técnico Ole Gunnar Solskjaer fez mudanças. Primeiro, já no intervalo sacou Phil Jones, muito mal em campo, e colocou Jesse Lingard. Mudou o esquema de um 3-4-2-1 para um 4-2-3-1. O time, porém, não melhorou tanto quanto se imaginava. E o caldo engrossou para os vermelhos de Manchester quando Lys Mousset roubou a bola, tocou para John Fleck, recebeu de volta e, de fora da área, chutou firme, no canto, e colocou 2 a 0 no placar.

Com tudo contra, o Manchester United parecia destinado a mais uma derrota. Eis que apareceram os garotos. Daniel James avançou pela direita, cruzou, a zaga triscou na bola, que sobrou no lado esquerdo para o lateral Brandon Williams, de 19 anos, pegar de primeira e marcar, diminuindo o placar para 2 a 1, aos 27 minutos do segundo tempo.

Solskjaer tirou Andreas Pereira, que falhou no segundo gol do Sheffield, e colocou em campo o atacante Mason Greenwood. E no seu primeiro lance, ele já fez diferença. Marcus Rashford recebeu pela direita e fez um cruzamento preciso para dentro da área. Greenwood se atirou em um carrinho para marcar: 2 a 2. O United arrancou o empate, aos 32 minutos. E não parou por aí. Em uma bela jogada pela esquerda de Daniel James, Rashford completou no meio da área e virou o jogo: 3 a 2, aos 34. Foram sete minutos de loucura, que inverteram um placar muito difícil.

O que soava como uma grande e redentora vitória do Manchester United ganhou contornos de frustração, mais uma vez. Enda Stevens fez a jogada pela esquerda, passou pela marcação de Daniel James, cruzou, Flick dividiu, a bola sobrou para Callum Robinson, que tocou para o meio da área. O camisa 9, Oliver McBurnie, dominou e chutou. O goleiro David De Gea ainda tocou na bola, mas não conseguiu impedir que ela entrasse pelo alto: 3 a 3. O Sheffield Salvou um ponto, aos 44 minutos de jogo, quase batendo no tempo regulamentar.

Para quem assistiu, foi um movimentado, mas o resultado é melhor para o Sheffield United. Não pelo peso das duas camisas, ao menos não só por isso, mas porque o United escapou de uma derrota, conseguia uma vitória que ganhava área épicos graças à sua base, mas termina com uma sensação de frustração. O Manchester United sai sofrendo mais também porque é quem está atrás na classificação, apenas nono colocado. São nove pontos para o quarto colocado, Chelsea, e ficar entre os quatro primeiros deveria ser o objetivo de um time desse tamanho.

O United mostrou poder de reação, mas precisará mostrar mais do que isso. Precisa mostrar um bom desempenho e os garotos parecem pedir passagem. Com Mauricio Pochettino no mercado, a pressão em cima de Solskjaer será cada vez maior.

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