Moção de censura consegue assinaturas necessárias, e Bartomeu vê seu futuro no Barça ameaçado

Altamente criticado ao longo da última temporada, Josep Maria Bartomeu começou a balançar de verdade após a saga da possível saída de Lionel Messi do Barcelona. Embora o argentino tenha, por fim, decidido ficar por mais uma temporada, isso não significa que o ambiente melhorou para o presidente do clube blaugrana. Nesta quinta-feira (17), a imprensa espanhola noticia que a moção de censura ao mandatário atingiu as assinaturas necessárias para ser levada ao clube.

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Para dar início ao processo, eram necessárias 16.521 assinaturas, o equivalente a 15% dos membros do clube com direito de voto. Nesta quinta-feira, no entanto, foram alcançadas 18 mil assinaturas.

Agora, o Barça iniciará o processo de validação dessas assinaturas. Um notário deverá verificar o número e, comprovando a meta atingida, o clube iniciará um processo de referendo para decidir se Bartomeu permanece no comando do clube ou se deve deixar a instituição, realizando-se, assim, novas eleições. Vale lembrar que o presidente já tinha antecipado as eleições para março de 2021.

Para que Bartomeu seja retirado do cargo, a decisão precisará ser aprovada por dois terços dos sócios do clube. A votação ainda não tem data, mas o Marca estima que isso deva ser revelado nos próximos 10 a 20 dias.

Considerado o principal culpado pela direção que o clube tomou nos últimos anos, Bartomeu assumiu a presidência do Barcelona em 2014. Sua gestão atingiu o ponto máximo de descontentamento ao longo da temporada passada, e Messi, mesmo ao anunciar que ficaria até o fim de seu contrato, em junho de 2021, atirou contra a diretoria.

“Eu sempre disse que queria encerrar minha carreira aqui e sempre disse que queria ficar aqui. Que eu queria um projeto vencedor e ganhar títulos com o clube para continuar ampliando a lenda do Barcelona a nível de títulos. E a verdade é que já faz um tempo que não existe um projeto ou qualquer outra coisa, eles estão fazendo malabarismos e preenchendo os buracos à medida que as coisas acontecem”, criticou o argentino.

Desde que as primeiras notícias sobre a vontade de Messi de deixar o clube surgiram, torcedores começaram a se movimentar, pedindo a cabeça do presidente. Esta própria moção, que hoje atingiu as assinaturas necessárias, havia se iniciado em meio ao imbróglio com o craque argentino.