A MLS ainda engatinha em muitos aspectos, mas já tem alguns aspectos para comemorar. Neste domingo, no jogo Toronto 3×2 Portland Timbers, a liga chegou a 113 jogos com lotação esgotada, estabelecendo um novo recorde ainda com a temporada regular em andamento. Isso significa quase que certamente que o recorde, que era de 112 na temporada 2012 e repetido em 2013, será batido.

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Com média de público de 18.608 pessoas por jogo na temporada 2013. Na atual temporada, 2014, que está na 27ª rodada, o público médio está em 19.969 torcedor por partida, com ocupação média de 89,96%. Além disso, seis dos 19 times tem média de público igual ou superior a 100% (nos Estados Unidos, é comum contabilizar os camarotes e ingressos cedidos a empresas como extras, por isso o público pode ser maior que 100% da capacidade), ou seja, lotação esgotada.

O Toronto, que ajudou a quebrar essa marca de jogos com ingressos esgotados, é um deles, com 22.591 pessoas como média de público e taxa de ocupação média em 103,35%. Além dele, Sporting Kansas City (20.129 pessoas em média, 109% de ocupação média), Seattle Sounders (42.003, 109,1%), San Jose Earthquakes (15.537, 147,62%), Real Salt Lake (20.307, 100,47%) e Portland Timbers (20.805, 100,63%) têm média de público com ingressos esgotados. Só um time tem média de ocupação do estádio menor que 70%, o Chivas USA, o maior fracasso de público da liga: 6.942 pessoas em média por jogo e taxa de ocupação de 36,93%.

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A capacidade média de um estádio na MLS é de 21.087. A diferença talvez esteja aí: nos Estados Unidos, há uma percepção que o esporte não vai colocar 60 mil pessoas nos jogos. Seria insano pensar isso nesse momento. Por isso, a liga quer estádios com capacidade de 20 mil pessoas, porque é um objetivo mais realista para um esporte que está longe de ser a primeira opção dos americanos. Até por isso, é uma liga que vale ficar de olho.

Em qualidade técnica, a MLS ainda está distante das grandes ligas do mundo. Em organização, vale olhar o que se faz por lá para ver o que é possível aprender. Um dos aspectos é justamente o de entender qual é trabalhar para que os estádios estejam cheios. E isso é trabalho para a liga, que no Brasil não existe e a CBF não fará.

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