Missão: Cenários (II)

Nesta semana, a coluna continua a dar algumas dicas para os que gostam de se aventurar nos famosos cenários de International Superstar Soccer. Em tempo: tratam-se dos modos de jogo em que se é colocado em uma partida corrida e é preciso vencê-la, custe o que custar, dentro das limitações do momento. O jogo da vez é o ISS Deluxe, talvez o título futebolístico de mais sucesso na década de 90 até FIFA 98.

Evidentemente, não se espera que quem ler esses textos siga as ideias à risca – e provavelmente muita gente deve se perguntar “por que diabos uma abordagem dessas em um game tão antigo?”. A ideia maior é convocar o pessoal “da antiga” a tirar o Super Nintendo do armário ou sugerir aos mais novos deixar o Playstation 3 ou o Xbox 360 um pouco de lado e arriscar a sorte em um emulador de SNES.

À primeira turma, o intuito é relembrar como costumava ser a diversão entre amigos e nas noites pós-aula ou trabalho. À segunda, o objetivo é que estes tenham uma breve noção do que os jogos de antes proporcionavam, de como eles também eram capazes de animar seus públicos, e porque, não fossem eles, fatalmente o que vemos de brilhante em Pro Evolution Soccer e nas sequências de FIFA nunca teria saído de um sonho antigo.

Itália 1×2 Croácia
Situação: Escanteio para a Itália
Tempo restante: 1'14''
Dificuldade: 2

O time croata marca bem e tem alguma velocidade, então é bom não perder tempo – que já é curto. Como os controles de ISS Deluxe são bem sensíveis, pode-se começar até arriscando um gol olímpico com Galfano pelo escanteio que abre o cenário. O segredo é, após a cobrança, dosar bem a curva para a direita. Caso contrário, a melhor aposta está nos ataques pelo meio, a partir de Galfano, em direção a Carboni e Coliuto. Outra possibilidade é apostar na mescla de velocidade e dribles do trio ofensivo italiano.

Alemanha 2×3 Bulgária
Situação: Falta para a Alemanha
Tempo restante: 1'02″
Dificuldade: 3

A marcação búlgara, tal qual a croata, é forte, mas uma boa saída é investir no avanço pelas pontas, com Guenther e Kleimann, e a partir deles, procurar a dupla Kuhnert e, principalmente, Sieke. Este último é veloz e de fácil comando, sendo uma opção melhor para se tentar penetrar na defesa rival. Se estiver difícil levar a bola para os lados – como o toque de bola em ISS nunca foi um primor, às vezes é melhor investir em avanços com determinado jogador -, tente achar Stranz, o melhor dos meio-campistas germânicos no game.

Inglaterra 1×3 Brasil
Situação: Escanteio para a Inglaterra
Tempo restante: 1'54''
Dificuldade: 4

Dureza. O Brasil é o melhor time do jogo, além de mais veloz e hábil que a Inglaterra. O primeiro passo consiste em manter a bola no campo de ataque e evitar Beranco, Gomes e Allejo – três dos jogadores de mais qualidade no game. O segundo é, como recomendado em Alemanha x Bulgária, avançar pelo meio. Até pela velocidade dos brasileiros, a parada é mais dura, mas F.Morley e J.Platt são os “alvos” para puxar os contra-ataques. É o tipo de partida em que a habilidade de quem está no comando do joystick faz mais diferença.

Alemanha 0x0 Itália
Situação: Falta para a Alemanha
Tempo restante: 0'56''
Dificuldade: 2

Apesar de começar o jogo em uma situação favorável (uma falta perto da grande área), não é fácil marcar gol nos italianos. Os avanços laterais, diferentemente do jogo contra a Bulgária, já não são mais uma boa, já que a Azzurra virtual tem jogadores com bons atributos de marcação pelos lados. A saída é, novamente, investir nos ataques pelo meio – até porque é justamente por aí que a Itália ataca, o que abre espaço no setor -, puxados por Stranz (até mesmo Bock). Mais do que nunca, aposte no maior controle sobre Sieke.

Turquia 1×1 Suécia
Situação: Lateral para a Turquia
Tempo restante: 0'49''
Dificuldade: 1

O time turco é lento e um dos mais limitados de ISS Deluxe, enquanto o sueco é uma das forças, especialmente do meio para frente. Velocidade está longe de ser o forte dos otomanos, então não há tempo a perder. Uma dica é apostar em chutes de longe e, depois, em cobranças de escanteio. Agircan e Yasar, dupla de ataque turca, não é das melhores quando o assunto é desviar da marcação, então “confie” nos meias, que avançam em bloco. Olho em Dasdemir (joga atrás, mas tem os melhores atributos no setor), Nadir e Namuk.

Bélgica 1×1 Espanha
Situação: Falta para a Bélgica
Tempo restante: 0'42''
Dificuldade: 2

A partida retoma o tempo em que tais equipes eram parelhas quando o assunto eram suas seleções. No game, os dois times, de certa forma, equivalem-se. Aproveite que a Bélgica tem um meia bastante útil: Kostar (lembram-se de Enzo Scifo? Então…). Aproveite seus bons índices técnicos e utilize isso para puxar os ataques pelo meio. Mas cuidado. A Furia marca em cima e tem uma defesa “chata”, que observa o fato de os belgas “automáticos” (ou seja, comandados pela máquina) avançarem “em bloco” pelo centro e ignorarem as pontas.

Romênia 0x1 Polônia
Situação: Falta para a Romênia
Tempo restante: 1'43''
Dificuldade: 3

O tempo é curto e o placar é desfavorável. Sendo assim, mesmo com dois meias de avanço (Kantamir e Costan), Brezul não é muito bom se sozinho. Arrisque um pouco, trocando um dos volantes (Gane, Fejer ou Milescu) por um atacante e siga com Kantamir e Costan no apoio, modificando o 4-5-1 para um 4-4-2. Ou, se for mais ousado, aposte no 4-3-3 com a dupla de meias (que também joga no ataque) pelos lados (não exatamente pelas pontas, já que não é bem a velocidade o forte romeno aqui) e Brezul pelo meio.

Escócia 0x0 Rússia
Situação: Tiro de meta para a Escócia
Tempo restante: 1'24''
Dificuldade: 1

Normalmente, as recomendações têm sido avançar pelo meio. Com os escoceses, porém, não é bem assim. Não que os britânicos sejam velozes. É que a marcação russa é mais forte pelo meio. Ao mesmo tempo, é necessário dar alguma velocidade à equipe. Desta forma, é interessante mexer na equipe e buscar um atacante mais rápido que McLaren ou N.Gough. Os avanços pela direita são melhores, com Gallach. Mais um jogo com dificuldade maior do que aparenta, já que é mais difícil de ser vencido que, por exemplo, Itália e Croácia.

Portugal 0x1 Irlanda
Situação: Falta para Portugal
Tempo restante: 0'38''
Dificuldade: 3

Dada a superioridade de nível dos portugueses ante os irlandeses, no fundo, é um confronto sem tantos segredos ou problemas. Portugal tem um esquema de jogo semelhante com o da Holanda (4-3-3), o que significa que avançar pelos lados é, em tese, uma boa saída – nem tanto, porém, para cruzamentos. O interessante é utilizar os meias laterais Felix e Duarte (principalmente Duarte) para conduzir a bola até Correia e Paz, velozes pontas que podem dar conta de cortar o lance para dentro da área ou levá-lo ao centroavante (Matoso).

Argentina 2×2 Brasil
Situação: Escanteio para a Argentina
Tempo restante: 0'49''
Dificuldade: 2

Jogo duro que dependerá muito mais da habilidade do jogador do que uma estratégia pré-bolada. Tal qual no duelo Inglaterra-Brasil, um passo inicial é dificultar o acesso brasileiro ao ataque via Beranco, Allejo e Gomes – e ao menos nesse ponto, os argentinos são superiores aos ingleses. A melhor saída é avançar pelo meio. A Albiceleste virtual tem a velocidade de Fuerte e Capitale e o fácil controle de Redonda para levar a bola à dupla. Evite conduzir pelas laterais (pelo menos com a bola na metade do campo), onde os brasileiros dominam.

Holanda 1×3 República Tcheca
Situação: Falta para a Holanda
Tempo restante: 1'38''
Dificuldade: 4

O esquema é bem semelhante ao do Portugal-Irlanda. Apesar do placar dilatado, a Holanda é superior à República Tcheca. Tanto as saídas laterais como as centrais são válidas. Porém, dada a dificuldade para cruzamentos – comum em ISS Deluxe -, quando acionar os pontas Bergsen e De Rijk, busque conduzi-los para dentro da área. Arrisque arremates, que podem gerar escanteios (muito perigosos quando se tem uma Holanda na mão), em seus rebotes, ser boas possibilidades a Koppers. No meio, Visscher é a melhor opção para apoiar o ataque.

Inglaterra 1×1 Japão
Situação: Escanteio para a Inglaterra
Tempo restante: 0'02''
Dificuldade: 5

“Dificuldade 5 para fazer um golzinho no Japão?”. Sim, a introdução é a mesma (com adaptações) dada ao texto do último cenário de ISS, na coluna anterior. Pelo mesmo motivo: a questão não é a dificuldade de se marcar gols no Japão, mas o tempo. O lance inicial é um escanteio e o ideal é que, a partir dele, já se coloque a bola na rede. Boa sorte!