Hugo de Jonge, ministro da Saúde dos Países Baixos, trouxe nesta quinta-feira (7) o anúncio que os apaixonados por futebol mais temiam, mas que já imaginavam: ao menos por lá, jogos de futebol com torcida só voltarão a acontecer quando houver uma vacina, o que especialistas alertam que levaria entre um ano e um ano e meio.

A Eredivisie, primeira divisão neerlandesa, teve seu fim decretado em 24 de abril, sem campeão rebaixados ou promovidos. A escolha, feita pela Federação Neerlandesa (KNVB), aconteceu depois de o governo decidir que não poderia haver eventos esportivos antes de setembro.

Esta projeção, vale apontar, é a mais otimista, já que restam quatro meses até lá, e ninguém sabe se o país irá ou não enfrentar uma segunda onda de contágios em massa que force mais um adiamento. Porém, mesmo que o futebol retorne em setembro, será sem torcedores, e De Jonge foi claro: estádios só poderão receber o público novamente quando uma vacina estiver pronta.

Escrevendo ao parlamento neerlandês, De Jonge disse: “Não podemos mencionar uma data para este último passo, o das aglomerações. Isso só será possível, na verdade, se houver uma vacina, e ninguém sabe quanto tempo isso levará. Esperamos, é claro, que seja em breve, mas um ano ou mais é (uma projeção) bem real”.

De fato, a chegada de uma vacina não acontecerá tão cedo. A projeção de um ano a um ano e meio, por sinal, é positiva e existe por causa do enorme esforço global em encontrar uma solução. O desenvolvimento de vacinas costuma levar, em média, dez anos.

Por mais triste que seja ouvir as palavras do ministro da Saúde neerlandês, o exemplo dos Países Baixos pode ser a realidade para o restante das ligas do mundo, ao menos onde houver necessidade e o desejo de se preservar a vida humana.