Mina não chegou à Copa do Mundo em alta. Seus primeiros seis meses no Barcelona tendem a serem os únicos. Teve poucas chances e não foi bem quando as recebeu. A qualidade com a bola no pé não foi suficiente para compensar as falhas de posicionamento e a indisciplina tática. Tanto que começou o Mundial na reserva de Óscar Murillo, que também não anda muito bem. No entanto, ganhou a posição e marcou gols importantes para a Colômbia nas duas partidas que realizou na Rússia. 

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O ex-zagueiro do Palmeiras havia aberto o placar contra a Polônia, aos 40 minutos do primeiro tempo, destravando a partida para a Colômbia fazer 3 a 0, em uma das melhores exibições coletivas da Copa. Nesta quinta-feira, foi autor do único gol da vitória por 1 a 0 sobre Senegal, que classificou os colombianos, sem a necessidade de outro resultados, e ainda garantiu a liderança do grupo. 

Ambos foram com a cabeça, uma arma que Mina já demonstrava ser forte na sua passagem pelo futebol brasileiro. Marcou vários gols importantes para o Palmeiras, um recurso ofensivo importante no título nacional de 2016 e na campanha da Libertadores do ano seguinte. No entanto, o defensor não se destacou apenas pelo que fez no campo de ataque. 

Mina também teve uma boa atuação defensiva contra Senegal. Lidera as estatísticas em diversos fundamentos: ganhou sete duelos pelo alto (o segundo do jogo foi Muriel, com quatro). Afastou sete bolas (o segundo colombiano foi Davinson Sánchez, com quatro). Deu dois bloqueios e cometeu apenas uma falta. 

É verdade que as arrancadas para o ataque e a impulsividade de Mina ainda causa alguns calafrios no torcedor colombiano, mas o zagueiro ganhou a posição de titular da seleção com méritos. E retribuiu a confiança de Pékerman com dois gols essenciais na classificação às oitavas de final.