Um dia depois de ser eliminado da Liga Europa, o Milan tomou outro baque. A Uefa anunciou a punição do clube, com multa de € 12 milhões e mais um período probatório que ameaça excluir o clube se o Milan não conseguir manter o ponto de equilíbrio contábil (quando a empresa não tem prejuízo, mas também não tem lucro), será excluído de competições europeias nas temporadas 2022/23 e 2023/24. Além disso, só poderá inscrever 21 de 25 jogadores possíveis nas próximas duas temporadas, 2019/20 e 2020/21.

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A decisão ainda cabe recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), onde o Milan fez o pedido que implicou a revogação da sua exclusão de competições europeias nesta temporada. Era inevitável, porém, que o clube acabasse punido de alguma forma. Os € 12 milhões de multa serão descontados dos pagamentos de premiação que a Uefa faria ao clube pela participação em suas competições. É, portanto, um dinheiro que deixará de ser pago e não uma multa que terá que ser paga à Uefa. É o modo que a entidade faz suas punições financeiras.

A punição ao Milan é por não cumprir os requisitos do Fair Play Financeiro (que estabeleceu um limite para os prejuízos de forma gradual a partir de 2011 e atualmente os clubes não podem ter prejuízo financeiro em seus balanços, se não ficam ameaçados de punição. O Fair Play Financeiro ainda causa muita controvérsia, especialmente quando se trata de times mais ricos, como o Manchester City e o Paris Saint-Germain, que fizeram investimentos enormes. Recentemente, o Football Leaks revelou que a Uefa deixou de punir os dois clubes, que efetivamente infringiram o Fiar Play Financeiro. As punições, na época, foram similares às do Milan: restrição no número de inscritos e multa, além de período probatório, que em caso de nova violação levaria à exclusão, o que não aconteceu.

A punição é pesada para o Mulan, ainda que muito mais leve que a exclusão. Em um clube tentando se reestruturar, a premiação de uma competição como a Liga Europa é sempre importante. E caso o clube consiga a classificação para a próxima Champions League, terá que lidar com a restrição de inscritos, o que já causou problemas, por exemplo, à rival Internazionale, que só pôde inscrever 22 jogadores entre 25 possíveis nesta temporada.