Milan e Napoli fizeram um jogo horroroso neste sábado, em San Siro, pela Serie A. O empate por 1 a 1 poderia tranquilamente ser a nota de uma avaliação das atuações dos dois times, com notas de 0 a 10. Sim, o nível foi muito baixo e nenhum dos dois times mereceu mais do que conseguiram. A rigor, os dois poderiam ter ficado sem ponto nenhum, se isso fosse possível.

Stefano Pioli colocou em campo o Milan em um 4-3-3, com Ante Rebic como titular por um lado, Giacomo Bonaventura de outro, além de Krzysztof Piatek no centro do ataque. No meio, Lucas Biglia acompanhado por Rade Krunic e Lucas Paquetá. O time, porém, não correspondeu. O Napoli foi a campo com a formação que mais tem utilizado, 4-4-2, com Hirving Lozano como titular ao lado de Lorenzo Insigne, o capitão do time.

O primeiro gol do jogo saiu aos 24 minutos do primeiro tempo, quase que por acaso. Em um chute forte de fora da área de Insigne, a bola bateu no travessão, subiu muito e na sobra quem finalizou, de cabeça, foi Hirving Lozano: 1 a 0 para os visitantes em San Siro.

Só que o placar não demorou a mudar. Aos 29 minutos, o Milan trabalhou a bola pelo meio, Krunic tocou para Bonaventura, que ajeitou e mandou um chute forte, no alto, e marcou um golaço: 1 a 1. Foi o que rolou de mais bonito no jogo, porque no mais, o jogo deixou demais a desejar.

O segundo tempo foi muito arrastado e nem as mudanças conseguiram trazer um pouco de frescor ao jogo. No intervalo, Franck Kessié entrou no lugar de Rebic, mas não ajudou muito. Depois, Pioli ainda tentou algo diferente, tirando Biglia e colocando o lateral Davide Calabria no meio-campo. Também não funcionou. Já nos minutos finais, saiu Piatek para a entrada de Rafael Leão, que mal teve tempo de fazer algo.

Já no apagar das luzes, o Napoli ainda teve uma grande chance com Allan, que pegou rebote após cobrança de falta e, no alto, finalizou forte para obrigar Donnarumma a uma boa defesa. Um gol teria sido injusto diante do que foi o jogo, fraco dos dois lados.

Pior para o Milan, que segue no meio da tabela sem parecer ter muita perspectiva. O time vai acumulando más atuações e a troca de técnico, que era para tentar melhorar algo no time, não parece estar tendo algum efeito. A equipe segue sem parecer ter um plano de jogo claro.

No meio disso, alguns bons jogadores do time ficam afundados junto com o coletivo. Piatek, talvez, seja um deles: o polonês, sensação quando foi contratado em janeiro, pouco consegue fazer. Paquetá é outro que aparece nos lances, se esforça, mas o time parece muito perdido. E, assim, o Milan segue medíocre.

O Napoli tem problemas de outra ordem. A revolta dos jogadores com a direção, que quis obrigá-los a se concentrar para um jogo, parece ter afetado também o desempenho do time. A equipe teve uma atuação bastante apagada. Em um dia que o Napoli conseguisse manter o seu nível habitual de desempenho, venceria um Milan que deixou tanto a desejar. O problema é que o Napoli igualou o jogo por baixo.

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