México

Início promissor

Uma partidas de opostos. Assim pode ser definida a situação dos dois maiores focos dos olhos aztecas na primeira partida de “Chepo” no comando da El Tri. Em um estádio abarrotado de mexicanos (e presença surpreendente de cerca de cinco mil bósnios), a estreia de José Manuel de la Torre foi promissora, com um time aguerrido e voluntarioso, situação oposta a de Javier Hernández, em seu retorno ao time, agora sob suas rédeas e já consolidado no Velho Continente.

A vitória por 2 a 0 não surpreendeu, ficando de bom tamanho frente a um surpreendentemente aberto time bósnio. Com um gol contra de Miralem Pjanic (erroneamente anotado pelo árbitro para El Chicarito) e outro de Edgar Pacheco, o que mais contou na estreia de Torre como técnico, porém, foi o bom desempenho de peças importantes e caras novas. Mas principalmente o recado passado pelo treinador por meio da atitude e desempenho do time: estrelas não jogarão apenas pelo nome e, para alcançar a titularidade da seleção azteca, serão necessárias vontade e garra.

A escalação de Chepo surpreendeu ao dar lugar a Paul Aguilar e Israel Castro em detrimento de Iván Estrada e Luis Pérez, que saíram no banco. Ambos tiveram um bom desempenho na partida, assim como o restante do time, praticando um futebol ofensivo durante a maior parte da partida, com manutenção da posse da bola e domínio das ações.

Com Pacheco e Pablo Barrera mais abertos pelas alas, Hernández e Giovani dos Santos se movimentaram com liberdade pelo meio, armando para quem chegava de trás e criando ótimas oportunidades.

Mas a boa partida dos europeus, que criaram perigosas chances com o selecionado latino, desenhou o melhor jogador na partida da última quarta-feira: Jesús Corona. Com firmes defesas e segurança na saída e reposição de bola, o goleiro cruzalino abriu novamente a concorrência debaixo das traves aztecas. Sob o comando de De la Torre, Ochoa, de fora da primeira convocação e unanimidade em boa parte do país, deve encontrar um forte rival na disputa pela camisa 1.

Já a promessa do Manchester United, Javier Hernández, teve pouco o que comemorar na partida. Perdendo chances claras de gol e até um pênalti (defendido por Kenan Hasagic), Chicarito só ficou sabendo do gol posto em sua conta pelo árbitro após o fim da partida. Em seu primeiro encontro já como realidade e não mais promessa, o jovem atleta ficou devendo.

Para salvar o setor ofensivo da equipe, vale ressaltar a excelente partida de Edgar Pacheco. Em sua segunda partida pela seleção Tricolor, o jovem atacante do Atlas mostrou que Borgetti pode, enfim, ter um substituto à altura: rapidez, frieza e um golaço apontam nessa direção.

Com a vantagem construída em 55 minutos de partida, Chepo ainda deu tempo de jogo Aldo de Nigris, Luis Pérez, Néstor Calderón, José María Cárdenas e Jesús Zavala. Apesar do resultado magro frente a uma seleção incógnita, fruto talvez ainda do pouco tempo de preparação para o duelo, a partida serviu para renovar as esperanças e (quem sabe?) títulos sob o comando de Torre. Arriba!

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Equipe Trivela

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