México

Ainda forte

Guerrón saiu. Vera saiu. Bolaños também saiu. Até Edgardo bauza saiu. O time da LDU Quito que conquistou a Libertadores de 2008 já não existe mais. A versão 2009, que defende o título, tem alterações em figuras fundamentais. Talvez isso tire a capacidade de a equipe equatoriana brigar pelo título, mas não foi suficiente para evitar que os Albos continuem sendo perigosos. A vitória sobre o Palmeiras fica de prova.

Não foi uma partida brilhante do atual campeão sul-americano. A LDU ainda é uma equipe em formação, que não tem a confiança para se impor em casa de modo mais contundente. Tanto que não dominaram a partida contra os palmeirenses, ainda que tenham sido melhores em alguns momentos.

De qualquer modo, é um conjunto estruturado, que sabe com que recursos pode contar para buscar a vitória. Jorge Fossati não mudou consideravelmente o padrão de jogo dos quitenhos, que continuam tendo em Manso a referência para qualquer jogada ofensiva. Walter Calderón ficou como substituto de Bolaños na função de atacante mais móvel, que faz companhia ao lento Bieler. Os laterais Reasco e Ambrosi tiveram liberdade para avançar, pois tinham a cobertura de um trio defensivo.

Desse modo, a LDU não teve dificuldades para anular um Palmeiras em tarde infeliz. Marcos e Edmilson estiveram inseguros, Cleiton Xavier e Diego Souza apareceram em momentos esporádicos e Keirrison ficou perdido no meio da zaga equatoriana. A partir daí, era natural que as falhas alviverdes abrissem caminho para a vitória da Liga de Quito.

A forma como os atuais campeões da Libertadores venceram mesmo em um dia de média inspiração é um sinal de força (o que não surpreende considerado o desempenho dos equatorianos no torneio nesta década). Se mantiver essa estrutura e souber usar o mando de campo, a LDU tem totais condições de passar da primeira fase, ainda que o grupo seja difícil, o Palmeiras mantenha o posto de favorito da chave e o Sport se colocou como candidato viável com a vitória sobre o Colo-Colo em Santiago.

Nacional, virada com 10

Nas prévias de Danubio x Nacional pela decisão do Apertura uruguaio, esperava-se que os franjeados teriam a vantagem física, enquanto os tricolores contariam com uma melhor fase técnica. No final das contas, o time do Parque Central levou o título justamente em uma partida que exigiu superação física e mental, deixando o aspecto técnico de lado.

Enquanto o jogo transcorreu de modo, digamos, natural, o domínio foi alvinegro. O Danubio esteve mais estruturado em campo e chegou ao intervalo com vantagem por 1 a 0, gol de Sergio Rodríguez. A situação de La Franja ficou ainda mais confortável com a expulsão do lateral bolso Romero no início do segundo tempo.

Neste momento, a determinação do Trico bateu mais forte. Encontrando forças que pareciam ausentes, o Nacional buscou uma inesperada virada. A figura fundamental foi Santiago García. Com suas arrancadas, o atacante conseguiu empurrar sua equipe para a frente e complicar o Danubio.

Após uma cobrança de escanteio aos 15 minutos, Álvaro Fernández empatou a partida. Dezessete minutos depois, García recebeu na marca do pênalti, matou a bola com o peito e chutou de virada para colocar o Nacional em vantagem.

O Danubio tentou uma pressão desesperada nos minutos finais e até poderia ter empatado, não fosse um erro do árbitro Jorge Larrionda ao ignorar um pênalti de Martín Rodríguez. De qualquer modo, o título acabou premiando o time que buscou forças para vencer a decisão.

México: Necaxa no buraco

No início do ano, a Televisa causou uma grande polêmica no México ao tirar jogadores do San Luis, equipe que vinha em excelente momento, para colocá-los no Necaxa, time que disputaria o Clausura de olho no rebaixamento. O grupo de comunicações comanda os dois clubes e tal remanejamento mudou artificialmente a relação de forças do Campeonato Mexicano.

Após seis rodadas de campeonato, o plano da Televisa dá sinais de fracasso. O Necaxa, mesmo reforçado com as chegadas de Alfredo Moreno, Germán Villa, Píriz, Coudet, Insúa, Cervantes e do técnico Raúl Arias, não consegue reagir. Aliás, a campanha tem sido até pior que a do Apertura, quando a equipe estava supostamente mais fraca.

O time sente a falta de continuidade. Ainda que o trabalho anterior não tivesse sucesso, quebrá-lo repentinamente abalou o clube. O elenco sente a falta de entrosamento e Arias ainda não descobriu qual a melhor formação para os necaxistas. Além disso, a pressão por vencer– a força do time no papel cria a obrigatoriedade de escapar facilmente do rebaixamento e até brigar para chegar ao mata-mata – deixou a equipe contra as cordas desde a primeira rodada.

O resultado desse processo foi um time frágil defensivamente, sem personalidade e que não sabe como se agrupar para reagir. Assim, os hidrorrayos conseguiram dois empates (contra Chivas e Indios) e derrotas para Pumas, Puebla, Tecos e Monterrey.

Por enquanto, o Necaxa ainda está na frente do Puebla na tabela de porcentagens (média de pontos por partida) e escaparia do rebaixamento. No entanto, os poblanos fazem uma campanha regular no Clausura, com oito pontos. Se as duas equipes mantiverem essa trajetória, a tendência é que os necaxistas caiam para a última posição rapídamente. E o plano da Televisa vai por água.

SELEÇÕES DAS RODADAS
Veja a seleção do site Medio Tiempo para a 5ª rodada do Clausura mexicano: Enrique Palos (Tecos de la UAG); Iván Estrada (Santos Laguna), Diego Ordaz (Monterrey), Alejandro Acosta (Puebla) e Sergio Pérez (Puebla); Luis Miguel Noriega (Puebla), Elgabry Rangel (Tecos de la UAG) e Damián Álvarez (Pachuca); Rodrigo Ruiz (Tecos de la UAG), Héctor Mancilla (Toluca) e Blas Pérez (Pachuca). Técnico: Miguel Herrera (Tecos de la UAG).

Agora, veja a seleção do site Medio Tiempo para a 6ª rodada do Clausura mexicano: José de Jesús Corona (Tecos de la UAG); Adrian Cortes (Tecos de la UAG), Juan de la Barrera (Indios), Marcelo Alatorre (Tecos de la UAG) e Manuel de la Torre (Tecos de la UAG); Christian Giménez (Pachuca), Carlos Esquivel (Toluca), Jorge Damián Zamogilny (Tecos de la UAG) e Rodrigo Ruiz (Tecos de la UAG); Aldo de Nigris (Monterrey) e Ezequiel Maggiolo (Indios). Técnico: Hector Hugo Eugui (Indios).

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Equipe Trivela

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