O Meu Time de Botão é um podcast da Central 3, nossa parceira no podcast semanal da Trivela, que traz um convidado para falar sobre um time que marcou a sua vida. Todas as edições podem ser vistas aqui.

O ano de 1995 foi peculiar no Brasil, e também no futebol. Na Europa, a Lei Bosman ganhava força e nascia oficialmente, alterando drasticamente o eixo do mercado. No Brasil, os efeitos do plano Real pareciam bons para clubes de futebol, que preferiram usar a moeda forte não para sanar dívidas, mas sim para investir pesado em grandes nomes. Não era o caso do Santos, e é ele que o Meu Time de Botão retratou no programa desta semana.

Edinho; Marquinhos Capixaba, Narciso, Ronaldo Marconato e Marcos Adriano; Carlinhos, Gallo, Giovanni e Marcelo Passos; Camanducaia e Macedo. O técnico Cabralzinho escalou este time para a semifinal contra o Fluminense, um dos jogos mais importantes da história do Brasileirão. Toda a história por trás desta partida está reportada no podcast, com direito ao ambiente do estádio no intervalo, quando o Peixe se recusou a ir para o vestiário, e aos cinco gols da classificação.

A reta final da primeira fase, uma loucura de cinco jogos seguidos, a polêmica pouco lembrada na última rodada contra on Guarani, os 3 a 0 no Corinthians e o duelo ponto a ponto com o Atlético-MG, a trajetória de Edinho, o Filho do Rei, e Narciso, então um bom zagueiro, além do capitão Gallo, o talismã Camanducaia e a estrela de Marcelo Passos também foram contadas por Paulo Júnior e Leandrom Iamin. Inevitável falar da final, aquela em que Márcio Rezende de Freitas estragou tudo.

É o mais festejado dos não-campeões, e a torcida santista adora este time e reverencia Giovanni e companhia. O ano de 1995 precedeu Robinho, veio antes de Neymar e é rica em personagens, acontecimentos e calor. Um time inesquecível.