O Meu Time de Botão é um podcast da Central 3, nossa parceira no podcast semanal da Trivela, que traz um convidado para falar sobre um time que marcou a sua vida. Todas as edições podem ser vistas aqui.

Por Leandro Iamin e Paulo Júnior

Em alta e participando da Champions League pela segunda temporada consecutiva, o Borussia Monchengladbach vivia há 40 anos o seu grande auge no futebol alemão e também nas investidas internacionais. Eram ainda os primeiros tempos da era Bundesliga, e depois do Bayern de Munique de Gerd Muller enfileirar três títulos seguidos, foi a vez do Gladbach responder na mesma moeda com um tricampeonato em 75-76-77. A Copa Europeia escapou numa final contra o Liverpool, mas vieram duas taças de Copa da Uefa numa história que a gente conta nesta edição do Meu Time de Botão.

O início da nova liga alemã nos anos 1960 tinha o Borussia Monchengladbach entre os principais clubes. A equipe foi terceira colocada em 1967/68 e 1968/69, conquistando na sequência seu primeiro título nacional, a Bundesliga de 1969/70. No ano seguinte, temporada 1970/71, o time disputou a Copa dos Campeões caindo na segunda rodada para o Everton, da Inglaterra, nos pênaltis. Mas no cenário local a equipe repetiria a dose, campeã com dois pontos sobre o Bayern, 50 a 48, em campeonato que acabou marcado por um escândalo.

O presidente do Offenbach, chamado Horst-Gregorio Canellas, presenteou com uma fita cassete alguns membros da Federação Alemã de Futebol, além de jornalistas, na festa de seu aniversário em junho de 1971. No áudio, vários jogadores, inclusive da seleção alemã, eram ouvidos oferecendo ajuda ao Offerbach na luta contra o rebaixamento. No fim das contas, 10 jogos foram considerados como manipulados, e 52 jogadores, 2 técnicos e 6 diretores de clubes foram punidos – nada envolvia o Monchengladbach.

Na Copa dos Campeões de 1971/72, nova queda na segunda rodada, desta vez para a Internazionale, num agregado de 4 x 2 e outra história curiosa: o Monchengladbach venceu o jogo de ida por incríveis 7 x 1 em 20 de outubro, mas a partida acabou anulada já que o italiano Roberto Boninsegna foi atingido por uma lata de Coca-Cola. A volta, na Itália, em 3 de novembro, terminou 4 x 2 para a Inter, inclusive com gol do brasileiro Jair da Costa. Na partida da Alemanha, a ida remarcada que na prática virou a volta, o 0 x 0 classificou a Inter.

Ainda em 73, foi o primeiro clube alemão a chegar numa final de Copa da UEFA, mas a acabou perdendo para o Liverpool, levando 3 x 0 em Anfield e ainda fazendo 2 x 0 em casa. Aí veio o tricampeonato alemão, nos anos de 1975-76-77, que consagrou definitivamente aquela geração do defensor Berti Vogts e do atacante Jupp Heynckes, dois dos grandes jogadores da história do país – o último é, inclusive, o maior artilheiro do clube.

Na Europa, o ano de 1975 rendeu o primeiro título do Monchengladbach, a Copa da UEFA em que bateu o Twente na decisão. Se já quebrava o domínio do Bayern de Munique no cenário local, o desafio era incomodar o gigante também em nível continental, já que o clube de Munique seria tricampeão da Copa dos Campeões em 1974-75-76 com o histórico time de Sepp Maier, Beckenbauer e Gerd Muller. Foi por pouco. Em 1976/77, o Borussia finalmente chegou à final do maior torneio de clubes a nível internacional, mas não suportou o Liverpool na grande final em Roma, perdendo por 3 a 1.

A história contada neste programa termina naquele final de anos 1970, com o Monchengladbach perdendo o título alemão pelo saldo de gols numa disputa incrível em 1978 (o Colônia tinha +10 de vantagem na rodada final, fez 5 x 0 no St. Pauli, enquanto o Gladbach enfiou 12 x 0 no Borussia Dortmund, perdendo a taça pela diferença de três tentos). Depois, ainda veio uma segunda Copa da UEFA, conquistada em 1979 sobre o Estrela Vermelha.

É isso. A história do grande Borussia Monchengladbach da história, de uma geração que levou cinco títulos alemães e mais duas edições da Copa da UEFA, lembrada nesta edição do Meu Time de Botão. Dá o play abaixo e vem com a gente!