O Meu Time de Botão é um podcast da Central 3, nossa parceira no podcast semanal da Trivela, que traz um convidado para falar sobre um time que marcou a sua vida. Todas as edições podem ser vistas aqui.

Por Paulo Júnior e Leandro Iamin

Entre o Maracanazo, em julho de 1950, e a Copa do Mundo da Suécia, em 1958, muita água passou na biografia do futebol brasileiro. Por conta do trauma da derrota em casa e da pressão por uma conquista, estes oito anos que separam os dois eventos tiveram menor espaço nos livros de história da bola e na memória afetiva do apaixonado por futebol. Mas muita coisa aconteceu entre a maior das derrotas (até o 7 a 1) e a primeira das conquistas mundiais da seleção. Este foi o tema do podcast Meu Time de Botão da semana, apresentado por Leandro Iamin e Paulo Júnior na Central 3.

Foi nesse período, por exemplo, que Garrincha e Pelé estrearam com a camisa brasileira. Você consegue imaginar a seleção brasileira sem jogar por quase dois anos? Foi o que aconteceu após o Maracanazo: deixamos a ferida cicatrizar e só voltamos a entrar em campo em 1952, quando demos início a uma série inábil de trocas de técnicos e confusão teórica e prática na condução da seleção. Nada parecia estar bom, e o podcast falou dos trabalhos de Zezé e Aimoré Moreia, Oswaldo Brandão, Flávio Costa, Vicente Feola e Teté.

Na Copa de 54, a Batalha de Berna, derrota que deveria causar mais vergonha que o Maracanazo por conta da postura da seleção, também foi retratada em detalhes no Meu Time de Botão, que, passando por Bellini, Didi, pepe, Baltazar, o desistente Julinho, as Copas América no período, a mudança drástica visando 58 e a dificuldade em aceitar ou rejeitar o craque Zizinho fazem desse recorte de tempo um saboroso ponto de estudo do que éramos (vira-latas complexados, segundo Nelson Rodrigues) antes de levantarmos a bendita taça com Zagallo, Pelé e companhia.