O Meu Time de Botão é um podcast da Central 3, nossa parceira no podcast semanal da Trivela, que traz um convidado para falar sobre um time que marcou a sua vida. Todas as edições podem ser vistas aqui.

Por Paulo Júnior e Leandro Iamin

Nem sempre o mundo foi tão apressado e globalizado. Houve um tempo em que gestos valiam mais que números, e uma fita simbólica valia o mesmo que uma taça. Na década de 50 uma excursão para a Europa era um evento mais complexo que hoje, e sua importância era auto-explicativa. Quando a Portuguesa de Desportos, em 1951, resolveu passar um mês do outro lado do oceano e voltou invicta de lá, aquilo era o pontapé inicial definitivo para o que, até hoje, é considerado o auge do time do Canindé.

Este foi o tema do podcast Meu Time de Botão, de Leandro Iamin e Paulo Júnior na Central 3.

A Fita Azul era uma honraria criada pela CBD, depois organizada pelo jornal A Gazeta Esportiva, e se propunha a premiar as excursões invictas de times brasileiros. Mas a Lusa conseguiu muito mais que as três Fitas Azuis em 51, 53 e 54 (as duas primeiras indo para a Europa e a do meio viajando pela américa): aquele time, com Julinho Botelho e Djalma Santos, forneceu muito pé-de-obra para a seleção brasileira, abrigou treinadores especiais como Aymoré Moreira e Oswaldo Brandão, teve Pinga, o maior artilheiro até hoje do clube e, de quebra, venceu duas vezes o Rio-S. Paulo, um no Maracanã, outro contra o Palmeiras no Pacaembu.

A história é cheia de carisma e vai muito além dos frios números de conquistas, até por ser em uma década de transformações muito fortes no futebol brasileiro. O podcast abraça uma época de gentilezas e honrarias da Lusa e explica as campanhas, detalha a escalação, seus destaques (Noronha, zagueiro,e o meia Brandãozinho também estavam no time) e seus embates mais curiosos e importantes nas viagens pelo mundo.