O Meu Time de Botão é um podcast da Central 3, nossa parceira no podcast semanal da Trivela, que traz um convidado para falar sobre um time que marcou a sua vida. Todas as edições podem ser vistas aqui.

Por Paulo Júnior e Leandro Iamin

É claro que o futebol é assistido no mundo inteiro pelo seu caráter competitivo, e o objetivo central de todo time é ganhar o maior número de jogos e taças possíveis. Mas isso não explica todo o fascínio pelo jogo mais querido do planeta. Existem questões estéticas envolvidas, a arte cativa, e um bom time, mesmo sem conseguir todas as taças, marca a memória de quem testemunhou tanto quanto um time campeão.

O Meu Time de Botão, podcast da Central 3, parceira da Trivela, lembrou um dos mais emblemáticos casos de futebol-arte que não rendeu título nacional. O Fluminense, entre 1975 e 1977, foi bicampeão carioca, excursionou pelo mundo, recebeu o bicampeão europeu no Maracanã lotado e permitiu ao seu torcedor desfrutar da Máquina Tricolor, até hoje o mais festejado time que já se montou nas Laranjeiras.

Na história contada por Paulo Júnior e Leandro Iamin, tem a inacreditável contratação de Rivellino numa sexta de carnaval, a chegada de Paulo Cesar Caju logo depois, o Troca-Troca promovido pelo presidente Francisco Horta que virou até música hilária de Jorge Ben, gol de título aos 14 do segundo tempo da prorrogação, a invasão corintiana em uma trama polêmica, misteriosa e única no futebol brasileiro, a volta de Carlos Alberto Torres ao Flu, como zagueiro, para dar força mental a um time que queria mesmo é encantar – e encantou.

Didi como técnico, Edinho revelado, Mário Sergio, Cafuringa e Búfalo Gil como coadjuvantes de luxo, enfim, um Fluminense muito saboroso.