No início de carreira, Lionel Messi esteve próximo de seguir os passos de Romário e Ronaldo na Holanda. Ex-presidente do PSV, Rob Westerhof revelou que o camisa 10 do Barcelona quase foi emprestado ao seu clube em 2005. Um negócio aprovado pelos Boeren, mas que acabou vetado pela comissão técnica dos blaugranas.

“Nós conversamos no verão de 2005. Eu tinha uma ótima relação com o presidente Joan Laporta. Ele me disse que tinha um jovem promissor chamado Messi e queria emprestá-lo, porque a regulamentação do futebol espanhol impedia que ele jogasse”, contou, em entrevista ao Goal.com.  Na época, Messi não tinha passaporte europeu e somente três jogadores não-comunitários podiam ser escalados.

“O PSV vivia boa fase na época, treinado por Guus Hiddink e semifinalista da Liga dos Campeões. Nós discutimos o assunto no clube e todos eram favoráveis à transferência. Sabíamos que ele era um excelente jogador, estávamos entusiasmados. Mas, quando entrei em contato novamente, Laporta afirmou que a comissão técnica do Barcelona era contrária ao negócio”, completou o dirigente.

Messi fez sua primeira temporada na equipe principal do Barcelona em 2004/05, marcando o primeiro gol oficial em maio. Já entre junho e julho, o atacante conduziu a seleção argentina ao título do Campeonato Mundial Sub-20 entre junho e julho. Autor de dois gols na decisão, o camisa 10 recebeu a Bola de Ouro do torneio e foi o artilheiro isolado.

Na época, os blaugranas eram treinados por Frank Rijkaard, a quem Westerhof apontou como responsável pelo veto: “Eu tive a sensação que Frank Rijkaard e Henk Ten Cate não gostariam de vê-lo na Holanda. Pensaram que era uma má ideia ter uma experiência nova e preferiram mantê-lo por perto”. Na temporada 2005/06, o atacante ganhou espaço entre os titulares do Barça. Foram 25 jogos e oito gols, sendo peça importante na conquista da Liga dos Campeões.