A estreia de Lionel Messi era esperadíssima pela torcida na Copa América Centenário. Reserva na estreia, o camisa 10 começou no banco diante do Panamá, no segundo jogo. Ainda assim, precisou de apenas meia hora em campo para brilhar no Estádio Soldier Field, em Chicago. O craque balançou as redes três vezes na goleada por 5 a 0 da Albiceleste. Que os adversários fossem fracos, a maestria do atacante também pesou muito para destroçar os panamenhos. Algo visível pela categoria de seus tentos.

A Argentina precisou de apenas seis minutos para sair em vantagem. A partir de uma cobrança de falta de Di María, Otamendi desviou de cabeça para as redes. Contudo, o primeiro tempo não foi nada fácil à equipe de Tata Martino. A Albiceleste não tinha criatividade e sofria com os ataques do Panamá. E também com as botinadas, em confronto extremamente duro. O problema é que, quando pareciam mais próximos do empate, os panamenhos perderam a cabeça. Aos 30, Godoy deixou o braço em Gaitán e o árbitro optou por expulsá-lo.

O lance diminuiu o sufoco contra os argentinos. Mas a má notícia da noite ainda estaria por vir, pouco antes do intervalo. Ángel Di María sentiu uma lesão na virilha e pediu para ser substituído. O camisa 7 se jogou no gramado antes de sair, dando lugar a Lamela, e mesmo na saída para os vestiários foi filmado deixando o banco de reservas em lágrimas.

No segundo tempo, a Argentina poderia ter ampliado logo aos nove minutos, mas Higuaín perdeu grande chance. O jogo só se resolveria mesmo depois dos 15, quando Messi saiu do banco, substituindo Augusto Fernández. Ofensividade que transformou a noite em Chicago. O camisa 10 marcou o primeiro aos 23, aproveitando um erro dos panamenhos. Depois que o Panamá desperdiçou um contra-ataque inacreditável, o artilheiro aumento a conta aos 32, em cobrança de falta perfeita. Já sua tripleta se encerrou aos 41, fintando Baloy e batendo no canto. Mesmo assim, haveria tempo para mais um, aos 44. Lançamento milimétrico de Messi, que Rojo ajeitou de cabeça e Agüero arrematou.

Mais do que garantir a classificação, a goleada deixa a Argentina muito próxima também de terminar a fase de grupos na liderança da chave. Apesar da clara inferioridade, o Panamá não fez um jogo ruim, mas se desmanchou com a inferioridade numérica e diante de Messi. O camisa 10 apresentou o poder de decisão que se espera dele e que se cobrará também nos jogos mais cascudos. Agora é ver como se dá a sua sequência no torneio, já que o físico não parece problema. E esperar o que vai ser de Di María, o mais capaz de assumir o papel de protagonista quando o artilheiro não aparece, mas que parece sofrer de uma sina nas grandes competições.