A campanha impecável que o RB Leipzig vem fazendo em sua primeira temporada na Bundesliga era inimaginável. Quem cogitava que o clube que ainda é uma “criança” no cenário do futebol alemão, com menos de dez anos de existência, chegaria à primeira divisão para desbancar equipes como Bayern de Munique e Borussia Dortmund na tabela? Talvez nem os mais otimistas dos simpatizantes do time. Mas aqui estão eles, isolados na liderança do campeonato na 13ª rodada. E os dirigentes da agremiação esportiva ligada à Red Bull parecem estar bem satisfeitos com o elenco. O diretor esportivo, por exemplo, disse em entrevista que o clube não iria atrás nem mesmo de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, já que “são muito velhos para jogar no Leipzig”.

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“Seria absurdo pensar que as coisas funcionariam com eles aqui”, disse Ralf Rangnick, ex-técnico e dirigente do clube desde 2012, quando estava na quarta divisão, ao ser perguntado se ele gostaria de levar o argentino e o português ao Leipzig. “Eles dois são muito velhos e caros, e nós temos o time mais jovem – e menos experiente – na liga”, acrescentou. Realmente, falando exclusivamente de idade, Cristiano Ronaldo e Messi não seriam um bom negócio para os líderes da Bundesliga. O perfil de jogadores que eles contratam é o mesmo de Oliver Burke, de 19 anos, que chegou à Alemanha do Nottingham Forest na última janela, Naby Keita, de 21, e o defensor brasileiro Bernardo, também de 21, ambos recentemente contratados do clube “irmão” Red Bull Salzburg.

Sobre o sucesso do time em sua temporada de estreia na Bundesliga, Rangnick se disse bastante surpreso. “Ninguém esperava por isso. Não sei dizer se é uma revolução, mas é incomum que uma equipe que estava na quarta divisão três temporadas atrás esteja agora com 33 pontos na Bundesliga depois de 13 jogos”, afirmou. O ex-treinador, que antes de comandar o Leipzig teve passagens pelo Schalke e Hoffenheim, ainda aproveitou para falar sobre a má reputação que a equipe que administra tem entre as torcidas na Alemanha e responder a declaração do CEO do Borussia Dortmund, que julgava o clube por ser patrocinado pela marca de bebidas energéticas: “são 11 latinhas em campo”.

“Se ele disse isso mesmo, então 11 latinhas podem derrotar 11 garrafas, o que nas gírias alemãs significa ‘alguém que jogou muito mal’. Eu digo isso com os olhos brilhando”, expressou o diretor esportivo, mais uma vez incisivo e afiado em sua resposta ao fazer referência ao 1 a 0 sofrido pelos auri-negros na Red Bull Arena, em setembro.