Por um momento, o PSV pareceu capaz de complicar a vida do Barcelona no Camp Nou. No entanto, o esboço de uma noite valente dos Boeren nunca se concretizaria. O time de Ernesto Valverde se caracteriza por nem sempre apresentar o seu máximo e, ainda assim, acumular vitórias. Não seria diferente nesta terça-feira de Champions League, novamente protagonizada pelo cara que dita os sucessos blaugranas: Lionel Messi. O camisa 10 começou a competição inspirado, com três gols, incluindo uma pintura em cobrança de falta. Também haveria espaço para um golaço de Ousmane Dembélé, que saiu aplaudido pela torcida, substituído pelo estreante Arthur. Goleada por 4 a 0 de um Barça que não foi impressionante coletivamente, mas já demonstra suas credenciais como candidato ao título.

O Barcelona entrou em campo com a base formada desde a temporada passada, sem espaço aos novos contratados no 11 inicial. O meio tinha uma trinca composta por Sergio Busquets, Ivan Rakitic e Philippe Coutinho. Já no ataque, o perigoso trio Ousmane Dembélé, Luis Suárez e Lionel Messi. O PSV, por sua vez, conta com um elenco bastante jovem. A equipe treinada por Mark van Bommel mirou os contra-ataques como estratégia principal, puxados por Hirving Lozano e Steven Bergwijn na pontas.

Durante o início da partida, o PSV incomodou um bocado. O Barcelona tinha mais posse de bola, mas não encontrava espaços na defesa adversária. Contudo, os holandeses não se continham apenas a se fechar e atacavam com velocidade. Deram alguns sustos na torcida catalã, especialmente dois chutes que seguiram para fora, tirando tinta da trave. A partir dos 20 minutos, o Barça começou a se soltar mais. Sobretudo, Messi começou a aparecer. Primeiro, deu uma enfiada de bola magistral a Luis Suárez e o centroavante bateu para fora. Já aos 31, uma dose de genialidade. Dá até para argumentar se o goleiro Jeroen Zoet não estava mal colocado. Ainda assim, a cobrança foi perfeita, com curva, acertando o ângulo. O suficiente para demarcar a superioridade dos culés.

No início do segundo tempo, o Barcelona parecia mais empenhado em resolver o jogo. Coutinho forçou uma defesaça de Zoet e Suárez quase anotou um golaço por cobertura, carimbando o travessão. Porém, justamente no momento em que o PSV tentava sair mais ao ataque, os blaugranas fizeram estrago. O segundo gol saiu aos 29. Dembélé recebeu na intermediária e, com um só giro, deixou dois marcadores comendo poeira. Encarou o terceiro e mandou no canto de Zoet, que nada pôde fazer. Três minutos depois, seria a vez de Messi marcar mais um. Ivan Rakitic deu bom passe por elevação e o camisa 10 se infiltrou na área, batendo de primeira, sem tempo de reação ao arqueiro.

Apesar da ampla vantagem, o Barcelona perdeu Samuel Umtiti, expulso ao receber o segundo amarelo. A partir de então, Valverde passou a gastar suas substituições. Mandou a campo Clément Lenglet, Arturo Vidal e Arthur, que teve pouco mais de dez minutos para atuar em sua primeira partida de Champions. A estrela, de qualquer forma, era Messi. E o artilheiro completou a sua tripleta aos 42. Fazendo o papel de garçom, Suárez deu um tapa de primeira e deixou o companheiro em excelentes condições dentro da área. Então, ele só teve o trabalho de tirar do goleiro e celebrar.

O PSV é o menor dos desafios do Barcelona nesta Champions. Resultado condizente, em partida na qual os blaugranas deixaram a impressão de que poderiam mais, se quisessem forçar. Ao final, contaram com um craque que possui uma história inquestionável na competição continental. Dia de Messi, no que ressalta: poucos dos favoritos ao título têm tantas possibilidades de decidir um jogo individualmente quanto o Barça. É fazer o dever na fase de grupos e buscar mais nos mata-matas, onde os catalães andam realmente devendo.